No último dia 29, quando foi depor na Polícia Federal, o ex-governador José Roberto Arruda estava disposto a responder algumas perguntas. E havia feito anotações em um papel sobre o que gostaria de dizer espontâneamente sobre o escândalo do mensalão do DEM.
Seu advogado, Nélio Machado, foi contra.
Diante de um delegado da Polícia Federal, Arruda ainda ensaiou falar alguma coisa, mas foi interrompido pelo advogado.
O delegado retirou-se da sala e aconselhou os dois a se entenderem melhor.
Foi quando Nélio ameaçou seu cliente:
- Se falar qualquer coisa eu largo sua defesa agora.
O delegado voltou à sala e Arruda recolheu-se ao silêncio. Limitou-se a dizer que não responderia a nenhuma pergunta porque não tivera acesso ao processo.
Arruda deixará nas próximas horas a sala da Polícia Federal onde ficou preso nos últimos dois meses. Assim o decidiu por 8 votos contra 5 a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.
O relator do Caso do Mensalão, o ministro Fernando Gonçalves, não viu mais razões para manter Arruda preso.
Enquanto esteve preso, Arruda emagreceu e deixou crescer a barba.
Fonte: Blog do Noblat
segunda-feira, 12 de abril de 2010
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