segunda-feira, 12 de abril de 2010

O dia em que Arruda quis falar

No último dia 29, quando foi depor na Polícia Federal, o ex-governador José Roberto Arruda estava disposto a responder algumas perguntas. E havia feito anotações em um papel sobre o que gostaria de dizer espontâneamente sobre o escândalo do mensalão do DEM.

Seu advogado, Nélio Machado, foi contra.

Diante de um delegado da Polícia Federal, Arruda ainda ensaiou falar alguma coisa, mas foi interrompido pelo advogado.

O delegado retirou-se da sala e aconselhou os dois a se entenderem melhor.

Foi quando Nélio ameaçou seu cliente:

- Se falar qualquer coisa eu largo sua defesa agora.

O delegado voltou à sala e Arruda recolheu-se ao silêncio. Limitou-se a dizer que não responderia a nenhuma pergunta porque não tivera acesso ao processo.

Arruda deixará nas próximas horas a sala da Polícia Federal onde ficou preso nos últimos dois meses. Assim o decidiu por 8 votos contra 5 a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

O relator do Caso do Mensalão, o ministro Fernando Gonçalves, não viu mais razões para manter Arruda preso.

Enquanto esteve preso, Arruda emagreceu e deixou crescer a barba.

Fonte: Blog do Noblat

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