quinta-feira, 29 de abril de 2010

Íntegra do Pronunciamento de Lula para o Dia do Trabalhador

"Companheiras Trabalhadoras e Companheiros Trabalhadores,

Esta é a última vez que falo com vocês, como presidente, para comemorar o nosso dia, o Dia do Trabalhador. E falo como sempre falei nos últimos sete anos: olhando nos olhos de cada um de vocês; e trazendo, mais uma vez, boas notícias.

No dia 1o de Maio, graças a Deus, temos comemorado, ano após ano do meu governo, o aumento do emprego, da massa salarial, do salário mínimo, do crédito e do poder de compra do trabalhador. Temos comemorado também o crescimento vigoroso da economia e a clara retomada dos investimentos.

E temos celebrado o fato de que o Brasil construiu uma democracia sólida e firmou um modelo de desenvolvimento baseado no crescimento sustentado, na distribuição de renda e na diminuição da desigualdade entre as pessoas e entre as regiões. Hoje temos orgulho do nosso país e somos respeitados pelo mundo.

Companheiras e companheiros,

Daqui a oito meses, deixarei a Presidência da República, cargo para o qual fui eleito duas vezes, pelo voto de milhões de brasileiros. Olhando para o calendário, meu período de governo está chegando ao fim.

Mas algo me diz que este modelo de governo está apenas começando. Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar. Sabe por quê? Porque este modelo não me pertence: pertence a vocês, pertence ao povo brasileiro. Que saberá defendê-lo e aprofundá-lo, com trabalho honesto e decisões corretas.

Nesses últimos anos, o povo aprendeu a confiar em si mesmo. Aprendeu a não dar ouvidos aos derrotistas e à turma do contra; aos que diziam que o Brasil tinha de se contentar com um crescimento medíocre; aos que pregavam o conformismo diante da exclusão social e da injustiça.

A experiência do meu governo mostrou o contrário. O Brasil tem todas as condições de crescer a taxas robustas, na casa dos 5% ao ano, e assim, converter-se numa das maiores economias do mundo.

Basta manter um rumo claro e seguro, não perdendo de vista nunca que a inclusão social é o grande motor do desenvolvimento econômico. Só reduzindo a pobreza, continuando a retirar da miséria milhões de brasileiros, consolidaremos um amplo mercado interno de massas, capaz de estimular e sustentar um longo período de crescimento econômico.

Porque não pode existir um país rico com um povo pobre. Não pode haver um país forte com um povo miserável. Só é rico o país que descobre que o povo é sua maior riqueza. Só é forte a nação que se constrói mobilizando a energia, os sonhos e as esperanças de sua gente. Este é o caminho que o Brasil aprendeu a trilhar nesses últimos anos. Estou seguro de que nada ou ninguém será capaz de nos afastar desse rumo.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje, estamos vivendo uma era de firme retomada do crescimento econômico. Posso dizer com orgulho que o Brasil deixou para trás as décadas de estagnação. Nem a crise financeira internacional, a mais grave das últimas décadas, foi capaz de nos deter. Já retomamos com vigor o caminho do desenvolvimento econômico.

Estamos vivendo também uma era de retomada do emprego e do trabalho. A taxa de desocupação caiu fortemente nos últimos anos, de 12,3% em 2003 para 7,2% hoje. Em sete anos, o Brasil gerou mais de 12 milhões de empregos com carteira assinada. E, neste primeiro trimestre, mais 650 mil novos postos de trabalho formais, um recorde absoluto. Já se prevê que o país vai gerar mais de dois milhões de empregos este ano, o que seria a melhor marca da nossa história.

O Brasil não apenas tem criado mais empregos. Tem também criado empregos melhores. Em fevereiro deste ano, 50,7% dos trabalhadores tinham carteira assinada. Um salto e tanto em relação a 2003, quando essa percentagem era de 43,5%.

Os salários também aumentaram no período. O salário mínimo, graças a um aumento real de 74% ao longo do governo, é o mais alto dos últimos 40 anos. A massa salarial como um todo cresceu 42% no mesmo período, em termos reais.

Também estamos vivendo uma era de fortíssima inclusão social, graças ao Bolsa Família e a muitos outros programas do governo. Nos últimos sete anos, 31 milhões de brasileiros entraram na classe média e 24 milhões saíram da linha da miséria. Deixamos de ser um país majoritariamente pobre. Hoje as classes A, B e C formam quase 70% da população.

Tudo isso está fazendo a roda da economia girar de forma sustentada. Como há mais gente consumindo, o comércio vende mais e aí tem de encomendar mais da indústria, que tem de investir mais e contratar mais trabalhadores, num círculo virtuoso, que impulsiona o país e seu povo para frente.

Minhas amigas e meus amigos,

Quando um país, como o Brasil, realiza algumas conquistas sempre esperadas, abrem-se, imediatamente, novos desafios para o dia de amanhã. Mais que nunca o Brasil está preparado para o futuro. Mas é preciso que a gente continue tomando as decisões certas, nas horas certas.

É isso que temos feito nos nossos projetos de longo e médio prazo, como o PAC-2 e o Pré-Sal. Logo, logo começaremos a explorar as gigantescas reservas de petróleo descobertas pela Petrobrás no pré-sal.

Seus recursos não devem ser gastos em bobagens ou no custeio de despesas correntes. Por lei, serão aplicados, obrigatoriamente, em educação, saúde, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente. Temos em mãos um passaporte para o futuro, e não podemos desperdiçar essa chance.

Temos pela frente grandes oportunidades: a realização da Copa do Mundo e das Olímpiadas de 2016, gerando investimentos, emprego e renda. Estou seguro de que o Brasil mostrará ao mundo, mais uma vez, sua competência, criatividade e capacidade de trabalho.

O Brasil é um país sem limites para crescer. Não apenas porque tem grandes riquezas naturais. Mas principalmente porque tem um povo generoso, forte e criativo. Um povo maduro que sabe escolher, que trabalha duro e não desperdiça oportunidades. Um povo que soube trazer nosso país até aqui e que saberá continuar conduzindo nosso Brasil no rumo certo.

Muito obrigado.

Boa Noite."

Atual modelo de governo vai prosperar, diz Lula na TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (29), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão pelo Dia do Trabalhador, que o atual modelo de governo deve continuar mesmo depois de ele deixar o cargo. “Olhando para o calendário, meu período de governo está chegando ao fim. Mas algo me diz que este modelo de governo está apenas começando. Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar”, disse.

Lula, o modelo de gestão será mantida pelos brasileiros independentemente do governante. “Este modelo não me pertence: pertence a vocês, pertence ao povo brasileiro. Que saberá defendê-lo e aprofundá-lo, com trabalho honesto e decisões corretas”.

O presidente afirmou ainda que durante sua gestão o Brasil ganhou auto-estima e aprendeu a ignorar palpites da “turma do contra”. “Nesses últimos anos, o povo aprendeu a confiar em si mesmo. Aprendeu a não dar ouvidos aos derrotistas e à turma do contra; aos que diziam que o Brasil tinha de se contentar com um crescimento medíocre; aos que pregavam o conformismo diante da exclusão social e da injustiça”.

De acordo com Lula, o Brasil “passou a ser respeitado no mundo” e deixou de lado os anos de “estagnação”. “Hoje, estamos vivendo uma era de firme retomada do crescimento econômico. Posso dizer com orgulho que o Brasil deixou para trás as décadas de estagnação. Nem a crise financeira internacional, a mais grave das últimas décadas, foi capaz de nos deter. Já retomamos com vigor o caminho do desenvolvimento econômico”.

Lula ressaltou que nos últimos sete anos, o país gerou 12 milhões de empregos com carteira assinada e que no primeiro trimestre de 2010, foram criados 650 mil novos postos de trabalho. A previsão para o fim do ano, segundo o presidente, é a geração de dois milhões de empregos

Revista 'Time' escolhe Lula como um dos líderes mais influentes do mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos líderes mais influentes do mundo, segundo lista divulgada pela revista americana 'Time' nesta quinta-feira (29). Em um primeiro momento, a imprensa chegou a divulgar que ele seria o líder mais influente, pelo fato de Lula ser o "número um" da lista publicada no site da revista - uma lista numerada de 1 a 25 e que não está em ordem alfabética.

A revista posteriormente explicou que não há um ranking entre os líderes citados. Segundo o setor de Relações Públicas da revista, a decisão de colocar Lula com o “número um” se deu meramente por “razões editoriais”. “Os editores da revista consideraram que seria mais interessante colocar o texto de Michael Moore sobre Lula como o primeiro, o que não significa que exista um ranqueamento”, explicou a assessoria.

No release divulgado pela revista, por exemplo, a assessoria divulga a relação completa de líderes influentes e nesta lista o presidente Lula aparece numa posição diversa: a de número 13. Veja o release divulgado por Amy Rosen.

No texto sobre Lula, o documentarista Michael Moore apresenta uma breve biografia do presidente. "O que Lula quer para o Brasil é o que nós [dos Estados Unidos] costumávamos chamar de sonho americano", avalia.

A revista faz uma tradicional indicação anual das 100 pessoas mais influentes do mundo nas categorias "líderes", "heróis", "artistas" e "pensadores". O presidente americano Barack Obama também aparece na lista de líderes mais influentes da revista.

Bill Clinton aparece na lista dos heróis e teve sua apresentação redigida por Bono, e Lady Gaga na lista de artistas mais influentes, apresentada por um artigo de Cyndi Lauper. Na categoria pensadores, está o ex-governador do Paraná Jaime Lerner.

(Confira a lista completa no site da revista)

Outras homenagens
Lula já havia recebido outras homenagens de jornais e revistas importantes no cenário internacional. Em 2009, foi escolhido pelo jornal britânico "Financial Times" como uma das 50 personalidades que moldaram a última década.

Também foi eleito o "homem do ano 2009" pelo jornal francês 'Le Monde', na primeira vez que o veículo decide conferir a honraria a uma personalidade. No mesmo ano, o jornal espanhol 'El País' escolheu Lula o personagem do ano. Na ocasião, Zapatero redigiu o artigo de apresentação do brasileiro e disse que Lula 'surpreende' o mundo.

Collor quer disputar o governo em Alagoas

O senador Fernando Collor (PTB-AL) quer ser outra vez governador em Alagoas. Os aliados do ex-presidente vão na próxima terça-feira (4) a Brasília se encontrar com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi- também presidente nacional do PDT -, para tentar convencê-lo a fazer com que o pedetista Ronaldo Lessa desista de disputar a eleição para o governo do Estado. Lessa é o atual pré-candidato apoiado pelo presidente Lula.

Pelas pesquisas de intenção de votos, Lessa aparece na primeira colocação entre a preferência do eleitorado. O atual governador, Teotonio Vilella Filho, é candidato à reeleição no Estado. Nessa pretensão de concorrer em Alagoas, Collor tem o apoio do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros.

A reunião em Brasília na terça-feira entre Lupi e Collor foi confirmada pelo deputado federal Augusto Farias (PTB-AL), da Executiva Estadual da legenda, e pelo próprio Lessa. Ambos afirmaram que Collor pretende ser candidato.

Lessa disse conhecer a estratégia de Collor, mas avisou: não desiste da disputa. "Pode vir o João, o Manoel, o Fernando, o Benedito. Sou candidato ao Governo, com o apoio do presidente Lula e da ministra Dilma", afirmou. Hoje, Collor integra a mesma base política de Lessa.

A se confirmar a pré-candidatura do ex-presidente, Dilma corre o risco de, sem a desistência de Lessa, ter um palanque duplo no Estado, além de ser obrigada a apaziguar um racha na base de sustentação da candidatura da petista ao cargo máximo do Executivo nacional. Uma eventual desistência de Lessa e o consequente lançamento de seu nome para uma vaga no Legislativo federal deverá passar pelo crivo do ministro Lupi.

Políticos ligados a Collor têm esperanças de que ele venha a conseguir um sinal verde do Palácio do Planalto. O PT de Alagoas, porém, é radicalmente contra esse desejo: não quer Collor no palanque de Dilma. "O palanque de Dilma Rousseff em Alagoas, com o apoio do presidente Lula, é o de Ronaldo Lessa", disse o presidente estadual do PT, Joaquim Brito. "Tivemos um congresso em abril e foi unânime: não apoiaremos Collor sob nenhuma hipótese a nada", acrescentou o petista. Se a proposta for levada adiante, o pedetista já admite enfrentar Collor nas urnas.

Em janeiro, uma reunião entre o presidente Lula e o ex-governador retirou Lessa da disputa ao Senado, deixando o caminho livre para a reeleição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado. "O que o Fernando deseja é que o Lupi nos ajude a fazer uma possível retirada do Ronaldo da disputa ao Governo. Temos pesquisas internas que mostram uma demanda eleitoral maior em favor do Collor", explicou Augusto Farias. Augusto não divulgou números nem o instituto que realizou as tais pesquisas.

A decisão de Collor de buscar a candidatura é justificada pela movimentação dos tucanos no Estado. Nesta quinta-feira (29), o PP, que integrava o "chapão" alagoano - com Collor, Renan e Lessa -, decidiu se aliar à reeleição do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). O presidente estadual do PP, o deputado federal Benedito de Lira, disse apoiar Vilela, embora pretenda votar em Dilma. "Meu compromisso é com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma. Em Alagoas, com Teotonio Vilela Filho", disse Lira.

Além disso, depois do impeachment em 1992, Collor e Lessa disputaram duas eleições, sempre em lados rivais: em 2002, Lessa tentava a reeleição e Collor a vaga ao Governo. A vitória foi de Lessa. Em 2006, os dois voltaram a se enfrentar: Collor lançou-se a disputa ao Senado 28 dias antes da eleição e ganhou de Lessa.

Hoje, os dois estavam do mesmo lado. "Há dificuldades, tínhamos divergências e diferenças na política. O que une os projetos com Renan e Collor é a unificação das oposições contra o atual governo do Estado, que é reprovado pela população", explicou Lessa. "Não me surpreende ele querer ser candidato ao governo. Mas, não desisto da disputa", avisou Lessa.

Fora da disputa, Ciro pede licença do mandato de deputado

Após ter abandonado, por pressão do PSB, o projeto de se lançar sua candidatura ao Palácio do Planalto, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) encaminhou nesta quinta-feira (29) à Mesa Diretora da Câmara requerimento pedindo seu afastamento do mandato eletivo por 30 dias. A licença, que foi justificada pelo parlamentar como a necessidade de cuidar de "interesses pessoais", não representa ônus à Casa legislativa.

Na última terça (27), Ciro Gomes foi informado de que sua legenda decidira abortar o projeto de candidatura própria ao Planalto em prol de um possível apoio à pré-candidata petista, Dilma Rousseff. Às vésperas de ser escanteado pela legenda, o deputado acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atuar "de forma desmedida" para eleger a ex-ministra da Casa Civil, além de ter previsto uma campanha eleitoral envolta em "baixaria" entre Dilma e o tucano José Serra.

Nesta manhã, a pré-candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva, também enviou pedido de licença de suas atividades no Senado até o dia 17 de junho. A ex-ministra do Meio Ambiente justificou o afastamento temporário do Senado pela necessidade de conduzir a reestruturação programática do PV e de elaborar seu plano de governo para a corrida presidencial.

Senadores: recusa do 3º mandato levou Lula à lista da 'Time'

A recusa pública de uma eventual mudança na Constituição para garantir a possibilidade de um terceiro mandato foi um dos fatores, na avaliação de senadores petistas, que permitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse alçado ao patamar das personalidades mais influentes feito pela revista americana Time. Já entre os parlamentares da oposição há opiniões diferentes. Enquanto o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), concorda, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) considera "muito subjetivo" o critério da publicação para incluir Lula na lista.

Sem propor um ranking, a publicação também elenca entre os influentes o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, presidente da empresa de computadores Acer, J.T Wang, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o Mike Mullen, além do assessor sênior do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Ron Bloom.

"Ele recusou desde o início essa história de terceiro mandato, mostrando que é um estadista", disse o senador Augusto Botelho (PT-RR). Para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com o "sentimento de aperfeiçoar as instituições democráticas", Lula avaliou que uma pessoa de sua equipe poderia levar adiante seus propósitos. "Ele escolheu a Dilma para levar adiante a meta de cumprir os anseios maiores (da população). Caminhou na direção correta e deixa agora o caminho para que a sua principal ministra", disse o parlamentar.

Oposição
Para o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, a recusa de Lula à tese do terceiro mandato reforçou o papel do presidente como líder democrático, o que facilitou na sua inclusão na lista da Time.

"Lula é um líder evidentemente popular no Brasil e fora do País. (A recusa do terceiro mandato) deve ter ajudado na eleição (da Time) quando ele reafirmou seu compromisso com a democracia", disse.

Na avaliação do senador Álvaro Dias, no entanto, a revista utilizou um critério "muito subjetivo" ao eleger o mandatário brasileiro como um dos mais influentes do planeta, além de ter se baseado no programa Fome Zero, que não teve o desempenho esperado pelo governo e foi substituído pelo Bolsa Família.

"O que vi na imprensa foi o Fome Zero, que é um programa que não existe. Morreu no nascedouro. Não levo a sério esse tipo de promoção porque existe um critério que desconheço. Esse tipo de evento (eleição dos mais influentes) fica sob suspeição sob o meu critério de análise", comentou Dias.

TSE rejeita pela terceira vez processo contra Serra

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, negou nesta quinta-feira (29) pedido ao Partido dos Trabalhadores (PT) para que fosse aberta investigação judicial eleitoral contra o pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra.

Na ação, proposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os petistas acusavam o ex-governador de São Paulo de utilizar outdoors para fazer propaganda eleitoral antecipada. Pela legislação eleitoral, a propaganda de candidatos somente é permitida após o dia 5 de julho. Essa é a terceira representação arquivada pelo TSE contra Serra referente ao mesmo caso.

Ao apresentar a tese de propaganda extemporânea, o Diretório Municipal do PT em São Paulo, que chegou a pedir ao TSE a inelegibilidade do político tucano e a abertura de processo de improbidade administrativa contra ele, afirmou que Serra e o deputado estadual Orlando Morando teriam colocado outdoors com mensagens supostamente eleitorais durante a inauguração do trecho sul do Rodoanel.

Conforme destacou o ministro Aldir Passarinho em sua decisão, um diretório municipal de partido, como foi o caso da entidade petista, não tem legitimidade para propor demandas no TSE quando o alvo são as eleições presidenciais, razão pela qual a representação tem de necessariamente ser arquivada.

Dilma apoia decisão do Copom de elevar taxa básica de juros

Na visita à feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a pré-candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, defendeu a decisão do Copom (Banco Central) de elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual. "Você não pode ter inflação, mas sim estabilidade de preços. E isso significa que nós não vamos ser complacentes com a inflação em momento nenhum. Esse compromisso é o meu também", declarou a ex-ministra da Casa Civil.

Para Dilma, a primeira alta do juro básico em 19 meses não afetará o crescimento da economia brasileira. "Diante do momento eleitoral, é preciso agir com coragem e transparência".

Posteriormente, num almoço com prefeitos e lideranças políticas do interior de São Paulo, a pré-candidata voltou a abordar um tema sensível ao adversário José Serra, que enfrentou uma greve de professores no governo do Estado. "Não existe milagre. Por trás dos livros e dos laboratórios, há os professores, que precisam de salários dignos e formação continuada. Os professores precisam de ensino universitário de qualidade", cobrou.

Na sexta-feira, Dilma cumprirá agenda política em Santos e, em seguida, partirá para a capital paulista, onde vai participar das comemorações de 1º de Maio da Força Sindical e da CUT.


PSDB vai lançar pré-candidatura de Alckmin em 8 de maio

O PSDB paulista vai lançar a pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo do Estado no próximo dia 8 de maio. O local escolhido é o Centro de Convenções do Expo Center Norte, na capital paulista. A previsão é que o anúncio conte com a presença de 3 mil convidados e ocorra nos mesmos moldes do lançamento da pré-candidatura de José Serra à presidêncida da República. Os detalhes devem ser definidos na noite desta quinta-feira (29).

Mesmo com a data marcada, o partido não deve chegar ao lançamento com a definição da chapa completa. Na próxima segunda-feira (3), o diretório do PSDB paulista se reúne na busca de um acordo para a escolha do nome ao Senado. Concorrem pela vaga o deputado federal José Aníbal e o ex-secretário da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira. Mendes Thame, presidente estadual do PSDB, retirou a sua intenção de disputar o Senado nesta semana.

Ainda assim, é pouco provável que um dos dois abra mão da intenção de disputar o cargo antes do evento. A outra vaga da chapa é de Orestes Quércia. A escolha de Quércia fez parte de um acordo nas eleições de 2008, quando o PMDB indicou a vice de Gilberto Kassab (DEM), Alda Marco Antônio. O mais provável é que o nome de ambos seja levado para a convenção estadual do partido, em julho.

Durante o mês de maio, Alckmin deverá viajar pelo interior paulista para participar de eventos locais. Aproveitando a folga que tem nas pesquisas de intenção de voto, o partido não pretende intensificar a agenda de Alckmin. Para valer, o esforço só deve começar após o término da Copa do Mundo, em julho.

Serra parabeniza Lula por integrar lista de mais influentes

Em seu Twitter, o pré-candidato tucano à presidência da República, José Serra, deu os parabéns ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por integrar a lista publicada pela revistaTime elencando os 25 líderes que mais influenciaram o mundo em 2010.

"Parabéns ao Presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil", disse Serra em seu twitter às 14h17, horário pouco habitual ao ex-governador de São Paulo, que é famoso na web por postar de madrugada.

Corrigido por uma internauta de que Lula não encabeçava a lista, Serra reviu seus parabéns: "O Presidente Lula é um dos 25 líderes da revista Time. Bom do mesmo jeito para o Brasil".

A lista com as 100 pessoas mais influentes no mundo foi dividida em quatro categorias: líderes, heróis, artistas e pensadores. Entre os líderes, Lula, o presidente americano Barack Obama, o primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama e o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh.

Publicado nesta quinta-feira (29), o texto escrito pelo cineasta Michael Moore na edição da revista diz que Lula tem lições a dar aos Estados Unidos, que o presidente é "um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina" e cita as dificuldades vividas por ele no passado.

"Quando os brasileiros elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente pela primeira vez, em 2002, os capitalistas selvagens do país checaram, nervosos, os medidores de combustível de seus jatos particulares", provoca Moore, famoso por seus documentários críticos e irreverentes.

"O que Lula quer para o Brasil é o que costumávamos chamar de sonho americano. Nós, nos EUA, em compensação, onde o 1% mais rico possui mais do que os 95% mais pobres somados, estamos vivendo em uma sociedade que está rapidamente se tornando mais parecida com o Brasil", diz o cineasta no texto.

O nome de Lula aparece como o primeiro da relação no site da revista (http://www.time.com) ao lado do número 1, mas uma porta-voz da publicação norte-americana afirmou por telefone à agência Reuters que, apesar disso e de a lista não estar em ordem alfabética, não se trata de um ranking.

"A Time não faz distinção do nível de influência", disse a porta-voz. Segundo ela, a decisão de colocar o líder brasileiro no topo da lista foi "somente a forma que os editores consideraram mais apropriada". O modo escolhido pela revista para publicar a lista confundiu não só a mídia brasileira, mas também lideranças políticas do País que comentaram a lista durante a quinta-feira.

De terninho e chapéu, Dilma "dirige" trator na Agrishow

Dilma dirigiu um trator durante a visita à feira  Foto: Sérgio Masson/Futura Press

Vestida de terninho e chapéu de palha, Dilma sobe em trator na feira de tecnologia agrícola Agrishow, em Ribeirão Preto (SP)
Foto: Sérgio Masson/Futura Press

A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, participa nesta quinta-feira (29) da feira de tecnologia agrícola Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Durante a visita, ela não resistiu e, em pose eleitoral, assumiu a direção de um trator, com chapéu de palha.

Dilma almoça com prefeitos e políticos da região, no Hotel JP, na Rodovia Anhanguera, em um encontro organizado pelo PT de São Paulo, que procura aproximá-la de lideranças regionais. Ela também dará entrevistas a rádios, como foi aconselhada pelo presidente Lula.

Nesta sexta (30), a petista estará na cidade de Santos, onde deve repetir a agenda de entrevistas e conversas partidárias.