O senador republicano e ex-candidato à Presidência dos Estados Unidos John McCain criticou neste domingo a política externa do governo americano contra o Irã e pediu sanções "sérias", "eficazes" e "significativas". "Não temos uma política coerente e acho que isso é muito óbvio", disse McCain, em entrevista à rede Fox News.
"Só continuamos ameaçando com sanções. Durante mais de um ano, de fato, inclusive com a administração anterior, só continuamos ameaçando, e obviamente não fizemos nada que possa ser interpretado como algo eficaz", afirmou McCain.
O senador ressaltou a necessidade de sanções "sérias e significativas", para punir o suposto programa nuclear iraniano e para exigir o respeito dos direitos humanos no Irã. Perguntado sobre se os EUA devem recorrer à ação militar, McCain considera que "todo plano de contingência deve estar sobre a mesa", mas destacou a importância de aumentar as pressões "em todas as direções".
Lembrando o conselho de um instrutor militar que teve, McCain, um ex-veterano e prisioneiro de guerra, assegurou que "nunca se deve apontar uma arma para alguém a menos que esteja disposto a disparar". "Temos que estar dispostos a apertar o gatilho, com sanções significativas, e depois temos que fazer planos (...) se as sanções não forem eficazes", disse.
Segundo McCain, os EUA deveriam recorrer ao apoio de seus aliados europeus para impor novas sanções contra o Irã, porque "talvez isso causasse vergonha na Rússia e na China ou as obrigaria a atuar de uma maneira mais cooperadora".
Nenhum comentário:
Postar um comentário