segunda-feira, 7 de junho de 2010
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PT e PMDB oficializam candidatura de Hélio Costa ao governo de Minas
O PT e o PMDB anunciaram nesta segunda-feira (7) o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa como o candidato da aliança dos dois partidos ao governo de Minas Gerais. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, após reunião com lideranças do partido e do PMDB, no gabinete do presidente da Câmara. Michel Temer (PMDB-SP).
“Queremos anunciar que a nossa chapa será composta pelo senador Hélio Costa como o candidato ao governo e o companheiro Fernando Pimentel como o candidato ao Senado. É uma chapa com uma perspectiva real. Não será uma eleição fácil, mas há condições de eleger o governador, o senador e dar uma vitória expressiva para Dilma em Minas Gerais”, disse Dutra.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) disputava a indicação na aliança entre os dois partidos. O anúncio sobre a indicação de Costa já havia sido feito pelo próprio Pimentel mais cedo, pelo Twitter. Pimentel agradeceu o apoio e antecipou a decisão. “Amigos, agradeço a todos q me apoiaram na pré-campanha. Vamos anunciar a chapa Helio governador, Pimentel senador. E Dilma presidente!”, postou no serviço de microblog.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o principal defensor de um palanque único em Minas e por isso já havia declarado que esperava por um acordo entre o PT e o PMDB no estado.Pimentel, no entanto, insistia na candidatura. "Eu continuo trabalhando com a ideia de que a melhor chapa é formada por nós, do PT, para governador e pelo PMDB para o Senado, mas isso, é lógico, depende de um entendimento da base", declarou o ex-prefeito de Belo Horiozonte, no dia 3 de maio.
Pimentel chegou a disputar prévias internas no PT contra o ex-ministro Patrus Ananias(Desenvolvimento Social e Combate à Fome) para ver quem seria o indicado do partido para concorrer ao governo. Pimentel obteve 16.340 votos, 52% dos quase 31,4 mil filiados do PT em Minas. Patrus Ananias obteve 15.093 votos (48% do total).
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MG: Pimentel anuncia no Twitter que Hélio Costa é o candidato
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) anunciou no Twitter que Hélio Costa é o candidato ao governo de Minas Gerais. "Amigos, agradeço a todos que me apoiaram na pré-campanha. Vamos anunciar a chapa Helio governador Pimentel senador. E Dilma presidente!!", disse na tarde desta segunda-feira (7) no microblog.
"Prevalece o acordo nacional PMDB-PT. Agora é unidade na campanha e energia pra ganhar em Minas e no Brasil. Vamos em frente!", reafirmou minutos depois.
Frases postadas por deputados petistas nesta tarde no Twitter já davam conta que o candidato escolhido para concorrer ao governo de Minas Gerais era o senador peemedebista.
Presidente do diretório mineiro do PT, o deputado federal Reginaldo Lopes escreveu que preferia "a honra na derrota do que a vergonha de não ter lutado". Nas mensagens anteriores, Lopes disse: "hoje é mais um dia de muita luta. A nossa proposta continua firme: Pimentel governador , Clésio vice e Hélio Costa senador". Petistas mineiros defendiam estas candidaturas como opção a Hélio Costa.
Sem citar nomes, o deputado federal Miguel Corrêa disse: "com muito pesar, eu anuncio: Nós perdemos!". Minutos depois, informou que há um acordo para falar a imprensa somente às 17h.
SC: PP pode optar por Serra ou Dilma apenas no 2º turno
O presidente do PP em Santa Catarina, deputado estadual Joares Ponticelli, afirmou nesta segunda-feira (7) que o partido pode definir entre o apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) apenas no segundo turno.
A executiva do PP catarinense se reuniu nesta segunda-feira em Florianópolis para definir a data da convenção estadual e avaliar o cenário de alianças.
Para Ponticelli, pelo fato da pré-candidata progressista Ângela Amin liderar todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas, o apoio será fechado com quem "entrar ao lado do PP". "Quem nos apoiar receberá a contrapartida. Essa é a decisão", disse. "Caso contrário, se nem Dilma e nem José Serra declararem apoio à nossa candidatura, iremos liberar votos e decidir quem apoiaremos apenas no segundo turno".
A deputada federal Ângela Amin, ao sair do encontro, afirmou que as conversas com PSDB e PT estariam "avançando, cada uma à sua maneira". Ela evitou falar sobre qual candidatura preferia apoiar na disputa presidencial. "Isso não (está) definido", afirmou. "Estamos conversando e avançando um pouco a cada dia".
Dilma convoca Temer e Dutra para resolver racha entre PT e PMDB
A menos de uma semana para as convenções nacionais do PT e do PMDB, quando será oficializada a parceria entre as duas legendas, a pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, convocou os presidentes das duas agremiações, José Eduardo Dutra (PT) e Michel Temer (PMDB), para destravar os principais entraves na formação de alianças regionais.
O tom da conversa foi de cobrança para que se dilua o racha público entre os dois partidos e que a aliança consolide um forte palanque para a ex-ministra, principalmente em território mineiro. O PMDB chegou a anunciar reuniões em Brasília por duas vezes na manhã desta segunda-feira (7) para o anúncio do candidato oficial em Minas, mas os petistas não compareceram.
Após os desencontros, a disputada indicação para o nome da base aliada que enfrentará o tucano Antonio Anastasia (PSDB) pelo governo de Minas Gerais deve ter seu desfecho nesta tarde, quando às 17h as cúpulas dos dois partidos pretendem anunciar o nome do senador Hélio Costa (PMDB) - em detrimento do petista Fernando Pimentel.
Além do entrave em Minas Gerais, existem pendências do PT e do PMDB, por exemplo, no Maranhão e no Paraná. Uma reunião do diretório nacional das legendas, às vésperas da convenção do fim de semana, buscará aparar as últimas arestas para a aclamação de Dilma como presidenciável pela coligação governista.
RJ: Cabral faz propaganda de governo para policiais
Discursando para um público formado basicamente por policiais e professores, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), aproveitou a instalação da uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no morro do Borel, na Tijuca, para anunciar nesta segunda (7) aumento de 10% aos funcionários da área de Segurança Pública. Ele também lembrou reajustes anteriores de sua gestão, como um de 5% concedido no ano passado, citando-os como trunfo sobre seus antecessores.
Acompanhado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB) - pré-candidato ao Senado -, Cabral também exaltou a gratificação de R$ 435, pelo programa Nova Escola, aprovada no ano passado.
Pré-candidato ao governo do Estado, Cabral ainda alfinetou seus antecessores por atrasos em salários do funcionalismo. "Chegou ano em que o servidor recebeu no vigésimo dia do mês seguinte. Agora, vocês, que estão entrando na PM, não vão precisar passar por isso; não vão ter o temor de não receber o 13º", disse para os 380 policiais que trabalharão na UPP, durante a cerimônia, no Ciep Antoine Magarinos Torres Filho.
Sérgio Cabral também disse ter interrompido uma prática de indicações políticas para cargos de comando em unidades policiais. "Antigamente, um coronel da PM, para ser comandante do batalhão da Tijuca, ou um delegado, para ser o titular da delegacia, precisava de um padrinho ou de uma madrinha. Desde 1º de janeiro de 2007, isso acabou. Hoje, a polícia tem meta. Os índices são perseguidos diariamente e todos os policiais da área são gratificados", afirmou, lembrando queda no índice de homicídios do Estado, em abril deste ano, foram 17% a menos do que no mesmo mês em 2009.
Deputado da base de Gabeira sobe em palanque com Cabral e Picciani
O deputado André Correa (PPS) subiu no palanque com Picciani e Cabral, embora seu partido apoie Fernando Gabeira (PV) para o governo do Estado. Durante a abertura de seu discurso, o governador agradeceu a Correa por "sua presença e apoio".
PMDB anuncia chapa majoritária completa na Bahia
- DAVI LEMOS
- Direto de Salvador
O PMDB anunciou, através de nota à imprensa divulgada no início da tarde desta segunda-feira (7), os outros dois nomes que vão compor a chapa majoritária que tentará levar, ao Palácio de Ondina, o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Além do nome do peemedebista, estava certo apenas o do senador e candidato à reeleição César Borges (PR). O atual vice-governador, Edmundo Pereira (PMDB), será candidato à reeleição, e o professor emérito da Faculdade de Direito da UFBA e vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), complementa a chapa geddelista.
O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, disse entender que a chapa ficou com a "densidade" desejada, com forte inserção na capital e no interior do Estado. "Temos um ex-governador e atual senador (César Borges); um ex-prefeito de Salvador e atual vice-prefeito (Edvaldo Brito), que é um respeitadíssimo jurista, além do atual vice-governador do Estado da Bahia, que também tem forte inserção no oeste do Estado", comentou Lúcio Vieira Lima.
Nova data
Lúcio disse ainda que a convenção do partido foi adiada para o dia 21 de junho, a pedido da ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, que, segundo Lúcio, manifestou fazer questão de participar do lançamento da candidatura de Geddel Vieira Lima. "A ministra Dilma nos ligou hoje (segunda-feira) pela manhã, solicitando alteração da data da convenção para antes ou depois do dia 18", contou o presidente peemedebista.
Apesar do apoio comum à pré-candidata petista, Lúcio Vieira Lima voltou a manifestar descontentamento com a coordenação de campanha dos petistas baianos. "Moema (Gramacho, prefeita de Lauro de Freitas) se diz uma das coordenadoras da campanha de Dilma, mas constantemente nos agride", reclamou. Ele disse que tudo ocorre por conta do apoio dado pelo PMDB, nas eleições de 2008, ao candidato à prefeitura de Lauro de Freitas, Roberto Muniz (PP), que hoje integra a base de sustentação de Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição.
O presidente peemedebista disse que ainda não conversou com os petistas baianos sobre a estratégia de campanha de Dilma na Bahia.
PT interpela Serra sobre envolvimento de Dilma com dossiê
- LARYSSA BORGES
- Direto de Brasília
Os advogados Pierpaolo Bottini e Igor Tamasuaskas, que representam o Partido dos Trabalhadores (PT), impetraram nesta segunda-feira (7), na Vara Criminal da Barra Funda, em São Paulo, pedido de explicações ao pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, para que o político esclareça porque creditou à sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), a responsabilidade pela elaboração de um suposto dossiê contra ele e em cujos trechos apareceriam eventuais irregularidades cometidas por sua filha, Verônica Serra.
Ao longo de sete perguntas, Serra é questionado sobre a razão de acreditar que a ex-ministra poderia estar envolvida no episódio e sobre o próprio conceito de dossiê e sobre se considerava que ou Dilma ou o próprio comando petista efetiva teria "autoria direta, material ou intelectual" na produção do suposto material.
"As declarações (de Serra) merecem explicações, vez que imputam ao partido (PT) (...) determinadas práticas que, a depender do sentido das expressões utilizadas, podem revelar sérias e graves ofensas à sua honra e à de seus filiados", diz a legenda na interpelação judicial.
"Precisamos confirmar se ele mantém o que disse e identificar nessas declarações indícios de situação de crime, algum ilícito civil indenizável, uma situação de ofensa", afirmou Tamasauskas à Reuters.
Na interpelação judicial impetrada pelo PT, José Serra pode se retratar da acusação de que Dilma era a responsável pela compilação dos documentos ou ter de pagar uma indenização à ex-ministra e aos petistas por violação de sua reputação. Embora o valor da pena não esteja previsto em lei, a regra no meio jurídico é que não deve ser tão grande que se converta em fonte de enriquecimento, nem tão pequena a ponto de se tornar inexpressiva.
Para a definição de uma eventual punição a Serra, se ele confirmar as acusações, a Justiça deverá se embasar em elementos como a gravidade do dano, a extensão do dano, a reincidência do ofensor, a posição profissional e social do ofendido, a condição financeira do ofensor e a condição financeira do ofendido.
Apontando Dilma, Serra disse na quarta-feira que não tinha dúvidas sobre a responsabilidade do suposto dossiê.
Em reportagem publicada pela revista Veja neste final de semana, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo Sousa disse que integrantes da campanha de Dilma propuseram a montagem de um esquema de espionagem contra José Serra.
O jornalista Luiz Lanzetta, responsável pela contratação de integrantes da equipe de comunicação da campanha do PT e citado pelo ex-delegado como participante da encontro, deixou a campanha de Dilma no sábado após a publicação.
Desde a semana passada, o PT vem negando a confecção de material contra Serra.
(Com informações da agência Reuters)
Com palanque dividido e sem vice, Lessa lança Renan ao Senado
- ODILON RIOS
- Direto de Maceió
Para tentar evitar mais divisões entre os aliados da presidenciável Dilma Rousseff em Alagoas, os partidos fecharam nesta segunda-feira (7) os nomes dos dois pré-candidatos ao Senado: o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, e o ex-deputado federal constituinte, do PCdoB, Eduardo Bomfim. Ainda não existe consenso para o nome de vice na chapa do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), pré-candidato ao governo do Estado. O PT reivindica a vaga; o prefeito Cícero Almeida (PP) quer indicar o posto, mas, na última sexta-feira (4), cansado de esperar, disse, em entrevista a uma rádio local, que os aliados "se virassem" e negou indicar o vice de Lessa.
"O prefeito é um aliado importante. Vamos conversar com ele", disse Lessa.
Só que o palanque pró-Dilma apresenta rachaduras. O senador Fernando Collor (PTB-AL) insiste em ser candidato ao governo, eleitor de Dilma e quer se tornar o anfitrião da ex-ministra no Estado.
A reunião desta segunda-feira do chapão também teve um recado de Lessa a Renan: que o PMDB possa tomar uma posição com o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB), cotado pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) para ser vice dele na disputa ao Palácio República dos Palmares, sede do Executivo alagoano. "Sobre o Joaquim, tem que ter uma posição do PMDB, do Renan. Isso vai ser resolvido", disse Lessa.
Por outro lado, o suplente de senador e primo de Collor, Euclydes Mello (PRB) voltou a afirmar, em entrevista aoTerra na manhã desta segunda-feira: "não mudou nada, estamos com o plano A em funcionamento: apoiamos Renan ao Senado e queremos, como vice, Joaquim Beltrão".
"O Collor quer confusão na família Beltrão", disse Lessa. "Ele quer que o PMDB reflita", completou, sem atacar o opositor nas urnas de outubro. "O Collor tem me tratado de forma muito respeitosa".
Obedecendo a uma determinação do Palácio do Planalto, o PT de Alagoas retirou no sábado (5) a candidatura ao Senado do delegado aposentado da Polícia Federal, José Pinto de Luna, e decidiu apoiar o PCdoB, para ajudar a reeleição de Renan.
"Não se pode deixar de negar a importância do senador Renan para Alagoas. Veja o papel dele indicando o Michel Temer como vice da Dilma", disse o ex-governador.
Alckmin se encontra com pastor da Assembleia de Deus em SP
- VAGNER MAGALHÃES
- Direto de São Paulo
O pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, foi recebido na manhã desta segunda-feira pelo presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor José Wellington, na zona leste de São Paulo. Acompanhado do pré-candidato do PMDB ao Senado, Orestes Quércia, Alckmin permaneceu no local por cerca de 40 minutos, onde acompanhou parte da reunião dos obreiros da igreja.
Wellington chegou a ser cogitado para a suplência na chapa de Orestes Quércia, porém a vaga será ocupada pelo vereador Antonio Goulart (PMDB). A segunda suplência ficará com o secretário-geral do PMDB de São Paulo, Airton Sandoval. Nesta segunda-feira, os dois conversaram sobre política, em uma sala da igreja.
No próximo domingo, o PSDB paulista realiza a sua convenção estadual, que lançará o nome de Alckmin ao governo paulista. O evento acontecerá no mesmo horário da convenção nacional do PT, que ocorre em Brasília.
O pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, comparecerá à convenção ao lado de Alckmin. A candidatura de Serra será oficializada em evento nacional no sábado, em Salvador.
PT apresentará pedido de interpelação contra Serra nesta 2ª
- LARYSSA BORGES
- Direto de Brasília
A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentará nesta segunda-feira (7) à Justiça pedido de interpelação contra o ex-governador de São Paulo José Serra, em razão das acusações que fez a Dilma Rousseff, sua principal adversária na corrida pelo Palácio do Planalto.
A estratégia do PT consiste em penalizar o tucano caso ele reitere declarações que, na última semana, responsabilizavam a ex-ministra da Casa Civil pela elaboração de um suposto dossiê cujo trecho tratava de eventuais irregularidades cometidas pela filha de Serra, Verônica. O pré-candidato do PSDB à presidência da República poderá responder judicialmente e ser penalizado por danos morais.
Na última quarta, Serra afirmou que "não tinha dúvida" do papel desempenhado por Dilma na elaboração do suposto dossiê. "A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff, disso eu não tenho dúvida", disse o tucano na ocasião.
Na interpelação judicial a ser impetrada pelo PT, Serra pode se retratar da acusação de que Dilma era a responsável pela compilação dos documentos ou ter de pagar uma indenização à ex-ministra por violação de sua reputação. Embora o valor da pena não esteja previsto em lei, a regra no meio jurídico é que não deve ser tão grande que se converta em fonte de enriquecimento, nem tão pequena a ponto de se tornar inexpressiva.
Para a definição de uma eventual punição a Serra, se ele confirmar as acusações, a Justiça deverá se embasar em elementos como a gravidade do dano, a extensão do dano, a reincidência do ofensor, a posição profissional e social do ofendido, a condição financeira do ofensor e a condição financeira do ofendido.
domingo, 6 de junho de 2010
Hillary Clinton tenta melhorar relações complicadas com a AL
Clinton visitará o Peru para uma reunião com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e depois irá ao Equador, Colômbia e Barbados.
A administração de Obama tem tentado desfazer a má impressão na América Latina sobre as promessas de cooperação dos EUA, que, assim como as promessas de melhorar o tratamento dado o Cuba e o plano de rever as leis de imigração, acabaram não se materializando.
"A expectativa na região estava bem distante da realidade e deu lugar a uma certa decepção e cinismo", disse Eric Farnsworth, vice-presidente do Council of the Americas (Conselho das Américas).
"Alguns desses pontos são extremamente difíceis e não vão acontecer de uma hora para a outra", ele disse. "A secretária vai tentar mostrar a situação de forma mais abrangente."
Os laços entre o Brasil e os EUA ficaram estremecidos por causa das possíveis novas sanções impostas pela ONU a Teerã, e que os EUA esperam que sejam votadas pelo conselho de segurança da ONU ainda essa semana. O Brasil, assim como a Turquia, querem mais tempo para tentar uma saída diplomática.
Os dois lados dizem que o problema do Irã é apenas uma parte de um amplo e crescente relacionamento entre os EUA e o Brasil. Mas a questão colocou os EUA em uma posição publicamente contrária a do Brasil, considerado atualmente o país de maior força política na América Latina e que está buscando um lugar no cenário mundial.
A viagem de Clinton, a segunda à região em três meses, pretende reafirmar o compromisso de Washington com a América Latina em todos os sentidos, desde a guerra contra o tráfico de drogas, à promoção do comércio regional.
Mas as diferenças podem surgir durante a reunião da OEA no Peru, especialmente sobre a questão de se readmitir ou não Honduras, depois do golpe de 2009, que derrubou o então presidente, Manuel Zelaya.
Os EUA ajudaram a intermediar as eleições de novembro, que colocaram o Presidente Porfírio Lobo no poder e dizem que sua administração deve ser reconhecida pela OEA. Brasil e Argentina se opõem, argumentando que seu governo ainda se baseia em um golpe de Estado.
"Ainda existem alguns países que acreditam que Honduras devem tomar medidas adicionais, o que difere da posição dos EUA", disse Arturo Valenzuela, secretário de Estado adjunto.
Apesar do foco ser a América Latina, certamente o Irã encontrará espaço na agenda de Clinton. Os EUA estão lutando por novas sanções da ONU, dizendo que as violações do Irã em relação às suas obrigações nucleares não deixam dúvidas que eles estão buscando criar armas atômicas, uma acusação que Teerã nega.
Mas o Brasil e a Turquia, ambos membros não-permanentes do Conselho da ONU, procuraram reavivar um acordo sobre combustível nuclear para Teerã, declarando que as sanções devem ser evitadas.
Os EUA chegaram a um frágil consenso com os outro quatro membros permanentes, com direito a veto do Conselho de Segurança —Grã-Bretanha, França, Rússia e China— e diz que o acordo do combustível deixa de atender às principais preocupações em relação às ambições nucleares do Irã.
Mas um confronto no Conselho de Segurança com dois dos países em desenvolvimento mais influentes sobre o Irã, pode enfatizar os limites da influência dos EUA para com até mesmo potências emergentes amigas, como o Brasil.
"Os EUA ainda não conseguiram digerir o fato de que hoje o Brasil está num caminho irrevogável de independência no que tange a política externa", disse Larry Birns, diretor do Conselho de Assuntos
Em carro de pré-candidata, Marta é madrinha da Parada Gay
A pré-candidata do PT-SP ao Senado, Marta Suplicy, recebeu neste domingo a faixa de madrinha da Parada Gay, que atraiu milhares de pessoas à avenida Paulista. Marta esteve no trio elétrico comandado pela drag queen Salete Campari. Salete é pré-candidata a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores.
"Aqui em São Paulo, tivemos épocas que os gays eram espancados na rua. O que temos hoje é fruto de muita luta. Hoje tem muito político querendo tirar proveito disso. Mas este ano temos de votar nas pessoas que sempre acreditaram na gente", afirmou Salete Campari. O tema da Parada Gay paulistana deste ano é "Vote contra a Homofobia. Defenda a Cidadania".
Em uma breve fala ao público, Marta saudou os presentes e disse que "se hoje somos o que somos, é porque muita gente deu a cara para bater", nos primeiros anos do evento.
"Hoje, a Parada vai muito além do preconceito, do respeito e da diversidade. Viva a parada Gay de São Paulo". A faixa de rainha da Parada Gay foi entregue à atriz global Adriana Biroli. A de rei ficou com o apresentador Leão Lobo.