segunda-feira, 17 de maio de 2010

Especial Pesquisa Vox Populi/Band

Segue abaixo os links do próprio blog com as principais informações da nova pesquisa para eleições 2010:

Especial Pesquisa Vox Populi/Band

Dados da pesquisa
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-dados-da-pesquisa.html

Nível de conhecimento
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-nivel-de.html

Avaliação dos candidatos
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-avaliacao-dos.html

Intenção espontânea de votos
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-intencao-de-voto.html

Intenção estimulada de votos - 1° cenário
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-intencao-de-voto_17.html

Intenção estimulada de votos - 2° cenário
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-intencao-de-voto_8566.html

2° Turno
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-2-turno.html

Rejeição
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-rejeicao.html

Maior chance de vitória
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-mais-chance-de.html

Relevância do apoio do presidente Lula
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-apoio-do-presidente.html

Candidato apoioado por Lula
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-candidato-apoiado.html

Intenção de continuidade ou mudança
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-continuidade-ou.html

Avaliação do Governo Federal
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-avaliacao-do.html

Simpatia pelos partidos políticos
http://novaseleicoes2010.blogspot.com/2010/05/pesquisa-vox-populi-simpatia-por.html

Pesquisa Vox Populi - Simpatia por partidos

Você tem simpatia por algum partido político? (Se sim) Qual?

PT:16%
PMDB:4%
PSDB:4%
PDT:1%
DEM:1%
PV:1%
Outros:2%
Nenhum:71%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Avaliação do Governo Federal

De uma maneira geral, como você avalia o desempenho do Presidente Lula à frente do Governo Federal?
Você diria que está sendo: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo?

Ótimo:31%
Bom:45%
Regular positivo:15%
Regular negativo:4%
Ruim:2%
Péssimo:3%

Valor agregado:

Positiva:76%
Regular:19%
Negativa:5%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Continuidade ou mudança

Para você, o próximo Presidente da República deve

Continuar c/todas as políticas do governo Lula:34%
Mudar algumas e continuar c/a maioria:47%
Continuar algumas e mudar a maioria:13%
Mudar todas as políticas do governo Lula:5%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Candidato apoiado por Lula

Pelo que você sabe ou já ouviu dizer qual destes é o(a) candidato(a) a Presidente da República que tem o apoio do Presidente Lula?

Dilma:74%
Serra:4%
Marina:1%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Apoio do Presidente Lula

Se o Presidente Lula apoiar um candidato a Presidente e pedir para as pessoas votarem nele, você diria que:

Votaria com certeza:33%
Poderia votar:30%
Não votaria:10%
Não levo em conta o apoio:24%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Mais chance de vitória

Qual destes candidatos, na sua opinião, tem mais chance de ganhar as eleições para Presidente, mesmo que você não vote nele(a)?

Dilma:40%
José:39%
Marina:2%
Não sabe/Não responderam:19%

Pesquisa Vox Populi - Rejeição

Dentre estes candidatos, existe algum em quem você não votaria de jeito nenhum para Presidente? (Se sim) Qual?

Marina:21%
Serra:20%
Dilma:15%
Poderia votar em todos:19%
Não votaria em nenhum:6%
Não sabe ou não responderam 19%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - 2° Turno

Se houver segundo turno na eleição para Presidente e os candidatos forem _____ e _____, em quem você votará?

Dilma Rousseff:40%
José Serra:38%
Ninguém, Branco ou Nulo:9%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Intenção de Voto estimulada 2

E se fossem estes, em quem você votaria?

Dilma: 38%
José Serra:35%
Marina Silva: 8%
Ninguém, Branco ou Nulo:8%

Nessa pesquisa não foram apresentados candidatos nanicos.

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Intenção de Voto estimulada

Se a eleição para Presidente da República fosse hoje, e estes fossem os candidatos, em qual deles você votaria?

Dilma Rousseff:37%
José Serra:34%
Marina Silva:7%
Outros: 0%
Ninguém, Branco ou Numo: 7%


Nessa estimulação foram apresentados os nomes dos candidatos chamados nanicos, porém nenhum pontuou.

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Intenção de Voto espontânea

Lembrando que na pesquisa espontânea não é apresentado nomes de candidatos:

Se a eleição para Presidente da República fosse hoje, em quem você votaria?

Dilma Rousseff: 19%
José Serra: 15%
Lula:10%
Marina Silva:2%
Outros:3%
Ninguém, Branco ou Nulo:7%

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Avaliação dos candidatos

Você diria que tem uma opinião muito positiva, positiva, regular, negativa ou muito negativa sobre ________?

PS: N resultado abaixo será considerada a opção positiva (muito positiva+positiva), regular e negativa (Negativa+muito negativa). Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Dilma
Positiva:57%
Regular:30%
Negativa:10%

Serra
Positiva:50%
Regular 31%
Negativa:15%

Marina:
Positiva:49%
Regular:37%
Negativa 11%.

Para receber resultado detalhado e resultados por sexo, escolaridade, renda e região, solicite no email eleicoes2010blog@hotmail.com ou deixe um comentário com email.

Pesquisa Vox Populi - Nível de conhecimento

Vou citar para você o nome de alguns possíveis candidatos a Presidente e gostaria que você me respondesse algumas perguntas sobre cada um deles, vamos
falar de: Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Com relação a ________ você diria que:
(Conheço bem, só de nome ou não conheço).

Dilma Rousseff
Conheço Bem: 56%
Só de nome: 35%
Não conheço:9%

José Serra
Conheço bem: 75%
Só de nome: 23%
Não conheço:2%

Marina Silva
Conheço bem:33%
Só de nome:36%
Não conheço 32%

Para receber os detalhes do nível de conhecimento por região, solicite no email: eleicoes2010blog@hotmail.com

Pesquisa Vox Populi - Dados da pesquisa

Esta pesquisa foi registrada junto à JUSTIÇA ELEITORAL, no TSE
(Protocolada sob o nº 11.266/2010), no dia 07 de maio de 2010.




Vox Populi mostra Dilma com 38% e Serra com 35%

A pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra, em pesquisa de intenção de votos do Instituto Vox Populi, divulgada ontem.

Na pesquisa estimulada, o levantamento traz a petista com 38% das intenções de voto, em empate técnico com Serra, que tem 35%. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos.

No levantamento anterior feito pelo instituto, em abril, Serra tinha 34% das intenções de voto, contra 31% de Dilma.

Num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, os dois candidatos também estariam tecnicamente empatados. A petista teria 40% e o tucano 38%, dentro, portanto, da margem de erro.

A pesquisa espontânea - quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar - também aponta a liderança da petista Dilma Rousseff. Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%. Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.

A pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, consolidou-se na terceira posição da pesquisa estimulada. Subiu de 7% para 8%.

As regiões onde Dilma Rousseff é mais lembrada são o Nordeste (44%) e o Norte (41%). Serra lidera no Sul (44%) e está tecnicamente empatado com a petista no Sudeste.

Fator Lula
O levantamento de votos espontâneos mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto. Mesmo sem poder se candidatar, Lula é citado pelos eleitores, o que confirma sua popularidade.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de maio, sob o número 11.266/2010. Os dois mil eleitores foram entrevistados entre os dias 8 e 13. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Resultado da enquete

Qual seu voto para presidente?

Dilma Roussef: 48%
José Serra: 48%
Marina Silva:4%

domingo, 2 de maio de 2010

Dilma: Governo Lula lançou bases para acabar com a pobreza na década

Reunida com delegados do PT na noite de sexta-feira (30) na Câmara de Vereadores de São Paulo, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, ressaltou a força democrática da militância petista e disse que o país está preparado para vencer a pobreza nos próximos dez anos.

O encontro reúne delegados e representantes de 15 setores do partido que vão debater nos próximos dois dias propostas que integrarão o plano de governo do PT para as eleições.

“Esse é um daqueles dias que o PT mostra por que é um partido diferente do país", afirmou Dilma sob fortes aplausos. "Ele pode se orgulhar de ter nascido de suas bases sindicais, de ser ligado aos movimentos sociais, de ter pessoas que participaram da resistência à ditadura e que lutaram pela volta da democracia. Sem dúvida a reunião do PT não é de uns poucos caciques encastelados. O PT gosta de discussão, de democracia interna.”

Antes de começar a conversar com os petistas, Dilma atendeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e transmitiu a mensagem de confiança dele aos militantes. “Ele mandou um grande abraço para vocês. E disse que construímos o projeto mais generoso que já criamos em todos os tempos para esse país e que confiava em vocês, assim como eu confio em vocês do fundo do meu coração.”

Empolgada, Dilma lembrou da vitória de Lula em 2002 e de como a situação do país era difícil, tanto que o slogan era de que “a esperança venceu o medo”.

“Para nós a esperança venceu o medo tem significado, apesar da descrença dos adversários. É a construção de um novo Brasil. Lembro muito bem o que era o governo de transição. A gente já tinha ganhado e ali se colocava um país cheio de problemas, um país estagnado", disse.

"Ali tivemos o apoio de vocês, que nos deu a centralidade para fazer o que chamo de a passagem pelo deserto, porque esse país estava com inflação descontrolada, de certa forma de joelhos, diante de sua dívida externa, do seu compromisso com o FMI. Isso tinha que ser enfrentado por nós e tínhamos que reconstruir as condições para esse país crescer e ao mesmo tempo não podíamos abandonar os nossos sonhos.”

A pré-candidata voltou a dizer que o Brasil conseguiu se preparar para vencer as décadas de miséria a partir de 2011 e que só há expectativa de futuro porque o governo Lula construiu o presente.

“Temos imenso orgulho de sermos aqueles que iniciamos a trajetória para acabar com a pobreza nesse país, para acabar com a exclusão da imensa massa trabalhadora do nosso país", salientou.

Talebans do Paquistão reivindicam autoria de atentado fracassado em Nova York

O grupo militante Taleban do Paquistão assumiu na tarde deste domingo (2) a autoria do atentado fracassado ontem à noite na Times Square, um dos locais mais movimentados de Nova York (EUA), frequentado por muitos turistas. Um carro-bomba foi encontrado pela polícia local na rua 45 (entre a 7ª e a 8ª avenidas), e um esquadrão antibombas foi acionado para desarmar o artefato. Não houve feridos.

A autoria foi reivindicada em um vídeo de um minuto publicado num site islâmico, em que o grupo afirma que o ataque nos EUA é uma retaliação à morte do líder taleban Baitullah Mehsud e de dois líderes da Al Qaeda, Abu Ayub al Masri e Abu Omar al Bagdadi, mortos no último dia 19 de abril.

As imagens ainda não tiveram sua autenticidade comprovada e foram descobertas pelo SITE Intelligence Group, grupo norte-americano que monitora sites de militantes.

No vídeo de 1 minuto e 11 segundos, a voz de um narrador diz que o ataque chega em resposta à "interferência e terrorismo [dos Estados Unidos] em países muçulmanos, sobretudo no Paquistão".

O vídeo não faz referência específica ao ataque frustrado na Times Square, não fala sobre um carro-bomba e nem indica que o ato aconteceria em Nova York.

Imagens dos militantes mortos são mostradas no vídeo, em que uma voz não identificada faz a narração e há legendas em inglês. Letras douradas aparecem sobre um fundo preto no início do vídeo, dando parabéns aos muçulmanos pelo "ataque de cair o queixo aos satânicos Estados Unidos".

Autoridades norte-americanas ainda não se pronunciaram sobre esta nova informação.

Grupo

Os Talebans do Paquistão são um dos maiores e mais violentos grupos militantes paquistaneses. Eles mantêm fortes ligações com a Al Qaeda e estão baseados no noroeste do país, perto da fronteira com o Afeganistão.

O grupo tem realizado ataques no Paquistão nos últimos anos, tendo alvos principalmente paquistaneses, mas sem nunca esconder o ódio nutrido pelos Estados Unidos.

Se a reivindicação for comprovada, este seria o primeiro ataque destes militantes fora do Sul da Ásia.

No ano passado, o líder do grupo. Baitullah Mehsud, indicou que "surpreenderia a todos no mundo" com um ataque em Washington ou mesmo na Casa Branca.

Mehsud afirmou seguidamente que seus homens estariam por trás de atentado em março de 2009 na Associação Cívica Americana em Binghamton, mas após investigações as reivindicações de autoria foram consideradas falsas pelas autoridades.

Gabeira diz que está pronto para responder desafios do Rio

Fernando Gabeira disse em entrevista via Twitter, neste domingo (2), ao jornalista Ricardo Noblat, que disputará a candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Verde (PV). "Creio que adquiri experiência política e conhecimento para responder aos desafios do Rio", afirmou ele.

Gabeira também falou que se considera mais capaz do que Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) para assumir o cargo de governador. "Pelo governo que fizeram, creio que tenho condições de realizar muito mais e com outra concepção política".

Secretário da presidência diz que Lula não impôs Hélio Costa

O ministro da secretaria-geral da presidência da República, Luiz Dulci, afirmou neste domingo (2), antes de votar nas prévias do PT, que o presidente Lula jamais impôs a candidatura do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) para encabeçar a coligação com o PT. "Eu nunca ouvi o presidente falar isso", desconversou.

Apoiando o nome de Patrus Ananias, que disputa as prévias internas com o ex-prefeito Fernando Pimentel, ele garantiu que a escolha dos filiados petistas será respeitada e que não se trata de jogo de cena. "O próprio Lula, vocês lembram, já disputou prévias no PT, com o Eduardo Suplicy".

Ele defendeu a entrada em cena, o mais rápido possível, do vice-presidente José Alencar. "Temos um vice-presidente que é mineiro, tem prestígio e ele pode ajudar nas conversas em Minas".

O ministro ainda minimizou a vantagem de Hélio Costa nas pesquisas para o Palácio da Liberdade: "é claro que pesquisa é importante, mas não podem ser o único critério de escolha".

Ele defendeu o "prestígio" do nome colocado pelo PMDB, mas disse que agora o bom senso é que vai conduzir as conversas e o processo de convencimento dos peemedebistas de que o PT pode encabeçar a chapa.

Paes chama presidente da Assembleia do Rio de senador

Pré-candidato ao Senado e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB) foi chamado de "senador" pelo prefeito Eduardo Paes, do mesmo partido, durante este domingo, na inauguração de uma vila olímpica em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. O evento foi dominado por políticos do PMDB.

Ao discursar, Paes afirmou que "a obra só é realidade porque temos parceiros políticos, um dos grandes parceiros é o deputado 'senador' Jorge Picciani". Também integrante do PMDB, o deputado estadual Domingos Brazão foi mais ponderado e chamou Picciani de "futuro senador".

Lindberg Farias (PT), outro pré-candidato ao Senado pela coligação que apoia a reeleição do governador Sergio Cabral (PMDB-RJ), não esteve presente e nem foi citado.

No sábado, Picciani e Lindberg estiveram juntos com Cabral na reinauguração do piscinão de São Gonçalo, cidade da região metropolitana do Rio.

Marina Silva visita templo evangélico em Ribeirão Preto

Candidata à presidência da República, Marina Silva (PV) esteve na tarde desse sábado (1º) o templo evangélico Igreja da Graça Evangélica Assembleia de Deus, de Ribeirão Preto (SP). O pastor Antonio Silva Santana recepcionou a candidata.

No Dia Internacional do Trabalho, Marina foi ao interior do Estado para visitar também a fábrica Native, que produz açúcar orgânico, e se encontrar com lideranças dos trabalhadores rurais na Câmera Municipal da Cidade.

Na ocasião, a pré-candidata criticou o leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e afirmou que seus concorrentes para a presidência não têm compreensão quanto a questão ambiental no Brasil.

Patrus nega preferência de Lula por Hélio Costa

O ex-ministro Patrus Ananias, candidato nas prévias que o PT Mineiro realiza neste domingo, disse que "nunca ouvi dizer que o presidente Lula tenha sugerido que Hélio Costa seria o melhor candidato" e repetiu por diversas vezes que o importante é ter diálogo, mesmo que o candidato venha ser do PMDB. "O que não aceitamos é que o nome do nosso partido seja excluído das conversas", afirma.

"Se o projeto nacional é prioridade, e ele é com a candidatura da ministra Dilma, a posição nacional tem que ser mediadas pelas decisões estaduais", afirmou no começo das prévias.

Ananias negou que tenha tido um acordo ou imposição do presidente Lula para que o candidato fosse do PMDB e defendeu a importância de Minas no plenário. "O estado nunca foi tratado em segundo plano".

O ex-ministro ainda reafirmou sua vontade em ser candidato ao Estado e negou a possibilidade de ser candidato a vice ou ao senado.

Dutra: é difícil fazer com que Dilma não vire subproduto

Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que assumiu o partido há quase três meses e vai coordenar a campanha presidencial de Dilma Rousseff, é "difícil" pensar em qual marca buscar na pré-candidata para que ela se diferencie de Lula e não se torne um subproduto do presidente. Dutra aposta na ideia da continuidade como arma para Dilma. "Se o governo está tão bom, se deve ser tão elogiado, por que mudar, por que eleger alguém da oposição?", comentou, se referindo à estratégia adotada pelo pré-candidato do PSDB, José Serra, que prega um governo "pós-Lula". As informações são da revista Veja desta semana.

Ainda sobre a campanha, o presidente do PT disse que o partido vai agir conforme o PSDB, DEM e PPS, se comportar. "Vamos dançar de acordo com a música". Para Dutra, a oposição tem adotado uma postura agressiva. "As lideranças da oposição vêm tentando desqualificar a Dilma", disse. Sobre os valores da campanha, Dutra afirmou que a tesouraria do partido estima que a campanha custe de R$ 150 a R$ 200 milhões. E se mostrou otimista em relação às novas regras de arrecadação de campanha, como o fim da doação oculta: "Acho, inclusive, que não haverá caixa dois nas eleições presidenciais".

Touraine: Serra é continuidade

De Merval Pereira:

O sociólogo francês Alain Touraine, diretor de estudos da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, foi professor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e conhece Lula há bastante tempo, a ponto de ter atuado para que a transição de poder entre os dois se desse da maneira como ocorreu, que ele classifica de “generosa” por parte de Fernando Henrique.

O sucesso do país, inclusive no campo internacional, Touraine atribui justamente a uma continuidade de projeto político, já que, numa análise mais aprofundada, ele está convencido, não é de hoje, de que os períodos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula são parte de um mesmo projeto.

Aqui em Córdoba, onde participou da Conferência da Academia da Latinidade, Touraine me disse que o Brasil está encontrando uma maturidade como nação, com um mercado interno forte e elementos de economia avançada.

O consenso entre as forças políticas sobre a necessidade de combinar políticas realistas na economia e preocupação com a melhoria social tem prevalecido nesses últimos 15 anos, e a isso o professor francês atribui a continuidade dos avanços.

Leia a íntegra do artigo em Touraine: Serra é continuidade

Saudades do poder

Foto: Clayton de Souza/AE

"Quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas em que fiz as greves mais maravilhosas do País". (Lula, chorando, na festa de 1 de Maio promovida pela CUT).

Garotinho mistura política, religião e homofobia em eventos

O pré-candidato ao governo do Estado do Rio pelo PR, Anthony Garotinho, vem percorrendo o estado em eventos evangélicos marcados por ataques aos adversários, discursos homofóbicos e pedidos de voto. É o que mostra reportagem de Cássio Bruno, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO.

"Se Deus fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão e Ivo", canta o músico gospel Emanuel de Albertin, ao lado de Garotinho, na presença de cinco mil evangélicos durante culto em Belford Roxo, município pobre da Baixada Fluminense.

O evento, organizado pela Rádio Melodia, faz parte da chamada Caravana Palavra de Paz, realizada em cima de um caminhão, com direito a shows e pregações eleitoreiras, e que está percorrendo todo o estado.

A encenação do PT de Minas

O PT mineiro realiza, hoje, uma prévia de mentirinha.

Marcada para escolher o candidato ao governo do Estado, servirá para indicar o candidato ao Senado na chapa do senador Hélio Costa (PMDB), que disputará o governo sob a benção de Lula e de Dilma.

Se o PT não se dispusesse a fazer mais esse sacrifício iria para o lixo a aliança formal com o PMDB para eleger Dilma.

Sucessão de Lula deve ter recorde de candidatos

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

De Maria Clara Cabral:

A eleição presidencial deste ano deve ter o maior número de candidatos em 21 anos. Pelo atual cenário, são 13 postulantes, quase o dobro do último pleito (sete). Só não há mais nomes do que em 1989, quando 22 concorreram ao Planalto na primeira eleição pós-redemocratização.

Na lista dos pré-candidatos, estão os três conhecidos nacionalmente -Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV)- e mais dez de pouca expressão. O quarto nome que poderia se apresentar era o de Ciro Gomes (PSB), mas sua candidatura foi sepultada na semana passada pelo seu partido.

Entre os pré-candidatos, popularmente chamados de nanicos, a maioria apresenta propostas que podem ser classificados, no mínimo, como polêmicas.

José Maria Eymael (PSDC), conhecido pelo bordão "um democrata cristão", tem como principal tema de campanha a "difusão da felicidade". Já Levy Fidélix (PRTB) insiste na construção do Aerotrem e propõe "o fim dos impostos de dez produtos de consumo popular".

Outro veterano é José Maria de Almeida (PSTU), que deve manter seu lema: "Contra burguês, vote 16".

Entre os postulantes há ainda os novatos Oscar Silva (PHS), que quer acabar com o Imposto de Renda e o IPI para substituí-los por um imposto único; Mário de Oliveira (PT do B), que se autoclassifica como conservador e quer acabar com o MST; e Américo de Souza (PSL), que defende "privatização geral".

Além deles, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Ivan Pinheiro (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Ciro Moura (PTC) também devem concorrer.

Os candidatos nanicos podem contribuir para levar a eleição ao segundo turno. Em 1998, somaram mais que 4% dos votos válidos.

Assinante do jornal leia mais em Sucessão de Lula deve ter recorde de candidatos na disputa desde 1989

Os problemas na comunicação de Dilma Rousseff

Deu na ÉPOCA

Dilma Rousseff vai mal nas entrevistas e aparições públicas e deixa em estado de alerta a área de marketing de sua campanha e o presidente Lula
ALBERTO BOMBIG COM LEONEL ROCHA
  Reprodução

Mesmo os adversários mais figadais são capazes de reconhecer no presidente Luiz Inácio Lula da Silva um comunicador eloquente, capaz de entreter audiências tão díspares quanto as formadas por expoentes do mercado financeiro ou por trabalhadores rurais do Agreste nordestino. Portanto, Lula deve saber o que está fazendo ao enviar uma série de recados a sua candidata ao Palácio do Planalto, a ex-ministra Dilma Rousseff, propondo-lhe alterações na estratégia de comunicação de sua campanha.

O presidente, que chegou a se encontrar com Dilma recentemente, aponta problemas na maneira como ela se comporta nas entrevistas para a televisão e reclama de suas respostas longas, mas que, muitas vezes, não levam à conclusão de nenhum raciocínio. Para o paladar de Lula, afeito às frases diretas e às metáforas populares, o linguajar empolado de Dilma, cheio de termos técnicos e fraco em imagens, cai como um prato indigesto.

As broncas de Lula se intensificaram após Dilma ter sido sabatinada ao vivo na televisão pelo apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes, no último dia 21. A aparição de Dilma no programa foi também a senha para que setores do PT tornassem públicas as críticas antes restritas aos bastidores e escancarassem as divisões no comando de sua campanha, hoje dividido por um triunvirato formado pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e pelo ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Na semana passada, Ricardo Kotscho, ex-secretário de Imprensa de Lula, escreveu em seu blog que Dilma começou a campanha com “tropeços verbais”.

Até o publicitário Duda Mendonça, envolvido no escândalo do mensalão, ressurgiu publicamente para fazer críticas ao trabalho de João Santana, o marqueteiro responsável pela campanha de Dilma. Duda, marqueteiro da campanha que levou Lula à Presidência em 2002, apontou, em um seminário no Rio de Janeiro, a falta de espontaneidade de Dilma em suas aparições. “Não adianta desvirtuar a Dilma. Tem de deixar a Dilma ser como ela é. As pessoas vão entender como ela é ou não. Pegá-la e fazer outra pessoa... Vai ficar numa vestimenta que não é confortável, vai ficar escorregando volta e meia”, disse Duda. A crítica aumentou o coro por mudanças, ainda que Lula ache que Dilma precise treinar mais e ser submetida a intensas sessões para enfrentar as entrevistas com os jornalistas. “Dilma busca muito as palavras certas para completar suas falas, mas um discurso deve ser instantâneo para dar a sensação de dinamismo”, diz a especialista em treinamento de mídia Aurea Regina de Sá. A pedido de ÉPOCA, Aurea apontou os problemas na participação de Dilma no programa de Datena (leia o quadro na página seguinte).

Conhecida por seu temperamento pouco flexível, Dilma, mesmo a contragosto, intensificou os treinamentos. Eles estão ocorrendo desde o ano passado com vários profissionais especializados em televisão e em construção de imagem. Antes de gravar depoimentos e imagens de rua para o programa eleitoral do PT que vai ao ar em duas semanas, Dilma tomou aulas com Olga Curado, especialista em análise de imagem, gerenciamento de crise e treinamento de mídia. O problema é que Dilma, na definição de um experiente publicitário que já trabalhou com o PT, “detesta ser teleguiada” e já manifesta impaciência com certas exigências feitas por João Santana.

Mesmo a contragosto, Dilma intensificou os treinamentos para entrevistas

As dificuldades de Dilma em lidar com câmeras e microfones ficaram mais evidentes por causa do contraste na comparação com o desempenho de seu principal concorrente, o ex-governador José Serra (PSDB). Experimentado, Serra está em sua quarta campanha eleitoral somente nesta década. Serra foi entrevistado pelo mesmo Datena, no programa Brasil urgente, segunda-feira passada. Com raciocínios claros e dicção perfeita, Serra lançou mão de expressões populares na tentativa de quebrar sua imagem de sisudo. Ao apresentador, conhecido pela vasta experiência à frente de atrações policialescas, disse que os bandidos precisam ser “engaiolados”. No geral, o desempenho de Serra foi melhor. “Não há nada nas frases de Serra que comprometa o seu entendimento. Ele usa, inclusive, técnicas de locução”, diz Áurea Regina de Sá.

Segundo integrantes da campanha de Dilma, apesar das aparições fracas até o momento, Olga Curado avalia que o desempenho da ex-ministra melhorou em muitos aspectos, como a dicção e o poder de síntese. Hoje, a maior preocupação do marketing da campanha de Dilma está em sua preparação para os debates na TV, já que Serra tem larga experiência nesse tipo de confrontação. A favor de Dilma está o calendário. Até a realização dos primeiros debates, que só deverão ocorrer após o término da Copa do Mundo, em julho, ela terá muito tempo para se preparar. Na se-mana passada, um dos coordenadores da campanha de Dilma, Fernando Pimentel, reconheceu que ela precisa aprender a dar respostas “mais objetivas e curtas”, mas manifestou a esperança de que ela estará em “ponto de bala” até julho.

Apesar da dose de otimismo, as declarações de Pimentel foram entendidas como mais um sinal de que há muitos ruídos na área de comunicação da campanha. Pimentel, assim como Dilma, nunca escondeu seu bom relacionamento e sua admiração pelo trabalho de Duda Mendonça, que atuou como seu marqueteiro em campanhas em Belo Horizonte. O ex-ministro José Dirceu, ainda bastante influente no PT, também integra o time dos fãs de Duda. Eles avaliam, entre outras coisas, que João Santana foi mal na eleição municipal de 2008, quando a candidata petista Marta Suplicy perdeu para Gilberto Kassab (DEM) a disputa pela Prefeitura de São Paulo. Santana conta, porém, com a confi-ança de Lula. Outro avalista de Santana é Antônio Palocci, o representante de Lula na cúpula da campanha de Dilma. Foi Palocci quem fez gestões para que o deputado estadual Rui Falcão, do PT em São Paulo, fosse um dos responsáveis pela área de comunicação da campanha.

O grupo próximo a Lula e Palocci viu na reaparição de Duda Mendonça uma jogada oportunista dos setores do partido desconfortáveis com os poderes de Santana. Apesar de o presidente do PT, José Eduardo Dutra, atuar para minimizar uma potencial crise por causa dos problemas na comunicação, ninguém no partido está completamente satisfeito com o desempenho até aqui de Dilma nesse que-sito. Um dos erros atribuí dos a ela pelo seu entorno foi o ataque a Serra, chamado por Dilma de “biruta de aeroporto”. Na avaliação de integrantes da cam-panha, essa postura ajuda a cristalizar a imagem de uma candidata antipática e agressiva, enquanto Serra vive uma fase de “paz e amor”, semelhante à de Lula na campanha presidencial de 2002. Interessado em evitar confrontos com Lula e levar a disputa para uma comparação entre sua biografia e a de Dilma, Serra foi o primeiro candidato, na semana passada, a exaltar, pelo Twitter, a escolha do presidente como um dos líderes mais influentes do mundo pela revista Time.

As recomendações de integrantes da campanha de Dilma à candidata é que ela fale mais de suas propostas, sorria mais, além, é claro, de adotar uma linguagem mais popular. Dilma passou a se esforçar nesse sentido. Na semana passada, ao participar de um encontro com caminhoneiros, ela soltou a seguinte frase: “Tenho certeza de que vocês não vão permitir a volta do atraso, da estagnação. Porque, se o caminhão parar, não tem frete e, com o Brasil parado, não tem desenvolvimento. O Brasil precisa impedir a volta daquela política da roda presa, aquela política que colo-cou o Brasil no acostamento”. Para quem estava acostumado à Dilma dos gabinetes, generosa na citação de números e dados, a nova postura soou como um avanço. Pode não dar certo até a abertura das urnas em outubro, mas falar em “roda presa” num discurso sobre “estagnação” já é um começo.

Os candidatos boleiros

Deu na ÉPOCA

Que time de futebol não gostaria de ter um trio de ataque formado por Marcelinho Carioca, Marques e Romário? Em 2011, eles poderão estar juntos, mas em outro piso: querem migrar dos gramados para os tapetes das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional. São os boleiros que vão disputar a eleição deste ano.

Filiado ao PSB desde setembro, Romário é pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. Sua adesão ao partido socialista ocorreu um mês depois do leilão de sua cobertura na Barra da Tijuca, vendida para pagar dívidas com vizinhos. Correligionários dizem que a entrada na política do ex-atacante do Vasco, do Flamengo e da Seleção Brasileira se deve a seus compromissos com a área social. A principal bandeira de campanha será a atuação de Romário na Penha, bairro pobre da Zona Norte do Rio. Ali, ele já teria atendido mais de 2 mil crianças em cursos profissionalizantes e outras atividades.

A estratégia de campanha de Romário parece estranha para os padrões do marketing político nacional. Convidado para dar uma entrevista sobre sua candidatura, ele enviou a seguinte resposta por meio de seu assessor de imprensa: “Romário não vai dar entrevista porque ele não fala de política”. Provisória ou definitiva, essa decisão tira do candidato a oportunidade de expor suas propostas, mas também pode evitar gafes. Na primeira vez em que se aventurou a falar de política como pré-candidato, Romário fez um gol contra. Era o dia de sua apresentação no PSB. Quando chegou sua vez de falar, errou o nome do próprio partido. “A partir de agora sou filiado ao PSDB”, disse.

Notório rival de Romário dentro de campo, o ex-atacante Edmundo assinou ficha de filiação ao PP. Apesar da adesão a um partido, Edmundo nega qualquer intenção de concorrer nas eleições deste ano. “A filiação foi feita a pedido do Eurico (Miranda, ex-presidente do Vasco), mas não há possibilidade de eu disputar neste ano”, diz. A desistência temporária de Edmundo de entrar na carreira política teria sido resultado de uma campanha doméstica feita por sua mulher.

Outro boleiro disposto a virar parlamentar é Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, pré-candidato a deputado federal também pelo PSB. Sua inspiração é o vereador Gabriel Chalita, de São Paulo. “Quero trabalhar com educação. Admiro muito as ideias do Chalita”, diz. Marcelinho afirma que está estudando política “oito horas por dia” para não decepcionar os eleitores. “Não serei um aventureiro.” A candidatura de Marcelinho é exaltada no PSB. “É ano do centenário do Corinthians. A expectativa é que ele tenha 300 mil votos”, diz o deputado federal Márcio França, presidente do PSB em São Paulo.

Minas Gerais também tem seu candidato boleiro. Marques, um dos maiores ídolos da história do Atlético, quer disputar uma vaga de deputado estadual pelo PTB.“Pretendo retribuir tudo o que Belo Horizonte me deu. A política não é uma obsessão. É um compromisso meu para melhorar a vida do povo mineiro.” Marques amarga o banco de reservas desde a volta ao Atlético, no começo de 2009, e deseja encerrar a carreira no fim do ano. Assim como os colegas, ele repete o clássico discurso de defesa das criancinhas. “Quero tirar a meninada da rua. Estou cansado de ver político guardando o dinheiro do povo no sapato.” Instado a falar de temas como as reformas política ou tributária, Marques exibiu suas habilidades de driblador: “Eu sou a favor do mais carente. Se é bom para o mais carente, eu sou a favor”. Os fundamentos do futebol, às vezes, também podem ser aplicados na política.

sábado, 1 de maio de 2010

Brown cai nas pesquisas e jornais retiram apoio

De Adrian Croft, da Reuters:

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, viu nesta sexta-feira o resultado dos erros na sua campanha, com a queda do seu partido nas pesquisas e a perda do apoio de jornais importantes.

As pesquisas indicam que o público considerou o conservador David Cameron como vencedor do terceiro e último debate desta campanha, na noite de quinta-feira, a uma semana da eleição.

Mas a onda eleitoral em prol dos liberal-democratas, tradicionalmente a terceira força política do país, não dá sinais de acabar, aumentando as chances de que nenhum partido forme maioria absoluta no Parlamento, algo que não ocorre desde 1974.

Nesse caso, o mais provável seria uma coalizão dos liberal-democratas com os conservadores ou os trabalhistas.

"Esta eleição está longe de acabar. Estamos agora entrando no estágio mais energético e mais importante desta campanha (...). Não estou dando nada como vencido", disse Cameron num animado evento de campanha numa escola em Derby, no centro da Inglaterra.

Pesquisa do instituto YouGov para o jornal Sun mostrou os conservadores à frente, com 34 por cento, e um empate em 28 por cento entre liberal-democratas e conservadores.

Já a pesquisa do instituto Harris, para o Daily Mail de sábado, mostrou os trabalhistas, há 13 anos no poder, com apenas 24 por cento. Se esse número se repetir na eleição de quinta-feira, será o pior resultado do partido desde 1918, segundo o jornal.

Essa pesquisa colocou os conservadores com 33 por cento, e os liberal-democratas com 32. Mas, pelo sistema eleitoral distrital, ter mais votos no país não significa necessariamente formar a maior bancada.

A casa de apostas William Hill disse, pelo movimento das apostas, que a chance de os conservadores formarem a maior bancada é de 87 por cento, maior índice desde que a eleição foi convocada.

Piorando a situação de Brown, dois jornais viraram as costas ao trabalhismo.

O Guardian, tradicional aliado dos trabalhistas, disse que decidiu apoiar os liberal-democratas porque isso contribuirá para que haja uma reforma eleitoral.

O Times, que pela primeira vez apoiou o trabalhismo em 2001 e voltou a fazê-lo em 2005, disse na sua edição de sábado que voltará a apoiar os conservadores.

Charge - Néo

'Lula vai eleger Dilma'

Trechos de entrevista concedida à revista VEJA por José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT:

O PT acredita mesmo em uma conspiração da imprensa contra a ex-ministra Dilma Rousseff a ponto de fazer propaganda subliminar?

Há uma profunda má vontade de setores da imprensa contra a Dilma. Existem articulistas que transformaram suas colunas em libelos contra a nossa candidatura. Mas há uma coisa da qual a gente não pode fugir: a Globo está fazendo 45 anos, e 45 é o número do PSDB. Quando vi a propaganda, naturalmente me veio uma associação entre a campanha da Globo e a do Serra – que a própria Globo acabou admitindo, tanto é que tirou a campanha do ar para evitar maiores polêmicas. Não acho que tenha havido uma associação intencional. Com relação à imprensa, da mesma forma que somos criticados, queremos ter o direito de responder a manifestações que considerarmos preconceituosas, que nos ataquem ou sejam inadmissíveis do ponto de vista de uma relação civilizada. Não vamos fazer nenhuma ação contra a imprensa em geral, mas vamos responder aos ataques que recebermos.

Até o episódio do mensalão, o PT se escorava no discurso da ética e do combate à corrupção. Hoje não se viu ainda a ex-ministra Dilma tocar nesse assunto.

O mensalão foi uma grife que pegou como toda grife. Mas o mensalão, nos termos em que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, não houve. Por que cargas-d’água o ex-deputado Roberto Brant (DEM) recebeu dinheiro lá no Banco Rural se ele nunca votou com o governo? Por que o Professor Luizinho, que era líder do governo, receberia 20 000 para votar? Por que o João Paulo Cunha, que era presidente da Câmara e nunca votava, iria receber dinheiro?

Por quê?

Era caixa dois. É público e notório. O que houve foi crime eleitoral. Não estou atenuando, não estou tirando a gravidade de que é crime também. Agora, o mensalão, nos termos em que foi colocado, volto a repetir, não existiu.

Mas caixa dois do quê, se todos eles já estavam eleitos?

Não era ano eleitoral parlamentar, mas esse dinheiro foi usado para saldar dívidas das campanhas municipais do ano anterior de candidatos ligados aos deputados.

Mas o fato é que o discurso sumiu...

O escândalo serviu para atenuar a postura udenista do PT, de achar que a ética é um objetivo, quando na verdade tem de ser uma obrigação de toda atividade política. Serviu também para mostrar que não somos um conjunto de freiras franciscanas dentro de um bordel. A ética é uma obrigação. Deixa de ser o palanque principal. Ela tem de ser um alicerce da campanha, e não aquilo que está em cima.

É confortável fazer uma campanha em companhia de José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho?

Já tivemos alianças com essas pessoas em eleições anteriores. É um processo que naturalmente tem de ser levado em consideração num país como o Brasil. E que vale para nós como vale para a oposição. Até porque todos esses personagens estavam no governo do Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Para os críticos, agora, essas pessoas são ruins. Quando elas estavam do lado deles, eram boas. Tudo o que eles, da oposição, gostariam é que nós disséssemos: "Não, nós não queremos o PMDB". Com certeza, no dia seguinte eles estariam tentando se aliar a ele.

Ciro Gomes foi alijado da campanha presidencial e saiu atirando no PT e até elogiando José Serra.

Depois da primeira declaração, ele já se corrigiu dizendo que o Serra seria nefasto para o Brasil. Essas declarações refletem um estado de espírito perfeitamente natural de alguém que acreditava que podia ser presidente e cujo projeto não se consolidou. A culpa não é do PT nem da Dilma. Espero que o Ciro, depois de baixar a poeira, siga as recomendações do partido e se engaje na campanha da Dilma.

Duda Mendonça, ex-publicitário do PT, considera um erro tentar construir uma imagem diferente para Dilma. O senhor concorda?

Nós não estamos tentando construir uma imagem diferente. Também acho errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula. Qualquer que fosse o candidato, quando comparado com o Lula na comunicação e no carisma, estaria em desvantagem. A Dilma tem de ser ela mesma. O eleitor percebe quando o candidato é artificial. Por isso não temos de construir uma nova Dilma. Este período está servindo para ela pegar traquejo de candidata, não para se transformar.

Como será para o PT disputar a primeira eleição sem o Lula?

Não vamos disputar eleição sem o Lula. O Lula estará na campanha. Dentro da lei, será nosso principal militante e cabo eleitoral da Dilma. Nos horários de folga, fim de semana, programas de TV, ele estará presente. A partir da propaganda de TV, vamos ampliar o conhecimento da nossa candidata, o conhecimento da população de que a Dilma é a candidata do governo, é a candidata do Lula. E não há dúvida de que hoje nós contamos com o cabo eleitoral mais decisivo na eleição, que é o apoio que o governo e o Lula têm. O Lula vai eleger a Dilma.

Qual deve ser a marca de Dilma para que ela não fique parecendo apenas um sub-Lula?

É difícil. A marca da campanha é continuidade com avanço. Mas transformar isso em um tema legível para o eleitor comum é difícil, terá de ser construído pelos profissionais. Temos de ter claro que o eleitor vota no candidato. Mas, ao escolher, também analisa como está a vida dele. Essa é a vantagem da Dilma. Hoje a marca dela é representar o governo do Lula, que ela ajudou a construir. O Lula é o principal cabo eleitoral. Aliás, cabo não. É um general eleitoral. Isso é bom para nós. A oposição adoraria que o Lula estivesse do lado deles. Tanto é que faz um esforço danado para que esqueçam o que eles disseram sobre o Lula desde o início do governo.

Lula assume estratégia de afastar Serra do "lulismo"

No discurso de 1º de Maio, na festa latino-americana da CUT (Central Única dos Trabalhadores), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a estratégia de assumir o confronto com o pré-candidato do PSDB, José Serra, que tenta se vincular à sua popularidade do presidente e encarnar o "pós-Lula". Ladeado por Dilma Rousseff, o líder petista semeava lacunas no discurso para serem preenchidas por gritos da plateia: "Dilma! Dilma!".

"É preciso que tenha o sequenciamento... (gritos do público: "Dilma! Dilma!") Ô, Dilma, você ouviu o que eu falei? Se-quen-ci-a-men-to... Quando eu comecei, falava 'menas laranjas'!", disse Lula, interrompido por gritos de sindicalistas.

Mais adiante, sem sutilezas, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT), levantou os braços de Dilma quando Lula voltou a defender a continuidade de seu projeto. "O maior desafio não é eleger quem vai me suceder... Não sabemos ainda quem vai ser, nem como vai ser...", insinuou Lula.

O pré-candidato tucano à presidência tem declarado que pretende reforçar os programas sociais do governo Lula e reiterado, frequentemente, que não vai acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Bolsa-Família. Serra evita fazer críticas diretas ao presidente e reconhece os bons resultados do adversário. Nesta quinta-feira (29), Serra parabenizou Lula, via Twitter, por estar entre os 25 líderes que mais influenciam o mundo em 2010, segundo a revista "Time".

Mercosul
Lula rebateu, sem nominar, a crítica do pré-candidato José Serra (PSDB) à prioridade dada pela política externa brasileira ao Mercosul. Ele declarou que decidiu "fortalecer o Mercosul" no início do primeiro mandato, para torná-lo "a maior base comercial do Brasil". Em seguida, usou reticências, para insinuar: "Alguns disseram...". O tucano chegou a caracterizar o organismo como "uma farsa".

Com rispidez, o presidente criticou os antecessores: "Ficávamos de costas para a América do Sul. Hoje a América Latina é o maior parceiro comercial do Brasil. Depois, resolvemos ir para a África". Noutra estocada na diplomacia de FHC, Lula afirmou que os governantes brasileiros tinham vergonha de se voltar para África.

"Eles se esqueciam que a beleza desse povo é a mistura do negro, do índio e do europeu", disse Lula, para depois fazer mais uma crítica ao eixo diplomático tucano: "era só Frankfurt, Londres, Paris, Londres, Paris..."

Com Lula, eventos de 1o de maio viram ato pró-Dilma

A ideia era celebrar o Dia do Trabalho, mas a série de eventos deste 1o de maio em São Paulo, organizados por centrais sindicais e que tiveram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornaram-se palanque eleitoral e vitrine de exposição da pré-candidata petista, Dilma Rousseff.

Em atos que reuniram milhares de pessoas, Lula, que pela primeira vez participou das comemorações desde que assumiu a Presidência, em 2003, afirmou não temer acusações da oposição de propaganda eleitoral antecipada e defendeu o "sequenciamento" de suas políticas.

"Alguns vão dizer agora que é (ato) político, porque eu vim. Mas nos sete (anos) que eu não vim e que os outros vieram não foi (ato) político. Não existe problema. Nós, com a mesma tranquilidade, vamos nos outros atos", discursou Lula pela manhã, uma das quatro celebrações para as quais havia sido convidado.

"Quando eu deixar a Presidência vou registrar em cartório tudo o que eu fiz. Eu quero que quem vier depois de mim, e vocês sabem quem eu quero, saiba que tem que fazer mais e tem que fazer melhor," disse, numa menção indireta à sua ex-ministra.

Por duas vezes, o Tribunal Superior Eleitoral multou Lula por propaganda antecipada pró-Dilma, em valores que somam 15 mil reais.

Ele também reiterou seu compromisso em segurar a inflação, poucos dias depois de o Banco Central ter elevado a taxa básica de juro da economia em 0,75 ponto percentual.

"Não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Não pensem. Eu aprendi minha seriedade... e não vou brincar. Porque a inflação neste país não volta mais. A irresponsabilidade fiscal não volta mais," disse.

Apesar da promessa com relação à responsabilidade fiscal, críticos do governo reclamam dos gastos públicos. Na sexta-feira, o Banco Central informou que o setor público consolidado teve o pior saldo primário num mês de março, na série histórica iniciada em 2002.

Em seus discursos, Dilma preferiu elencar os sucessos do governo na economia, "o direito de olhar o futuro" conquistado pelo país e afirmou que "o que vem por ai é um Brasil cada vez melhor."

À noite, foi aplaudida e teve o coro "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma" entoado pelo público. De manhã, o canto da plateia foi comedido. "Sabemos que podemos construir um país cada vez melhor", disse a pré-candidata.

No final de seu discurso à noite, Lula engatou mais uma vez um tom de despedida, ainda que faltem 8 meses para o final de seu mandato, e se emocionou.

Ao afirmar que após deixar o cargo, quando "encontrar um trabalhador vou poder dizer: ''bom dia, companheiro porque fui leal ao que prometi''", Lula não conteve as lágrimas.

APOIO ESTATAL

Os eventos tiveram patrocínio de estatais como Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, BNDES e Caixa Econômica Federal. Para o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulinho da Força (PDT), o apoio financeiro não indica favorecimento.

"Nós achamos normal o patrocínio. Eles (as estatais) sempre patrocinaram durante os 13 anos da festa," disse a jornalistas.

Ele estimou o patrocínio das estatais federais em 700 mil a 800 mil reais no evento da Força.

Em seu discurso, Paulinho defendeu Dilma e alfinetou o principal adversário da petista à sucessão, José Serra (PSDB).

"A imprensa já diz que estamos fazendo política. Nós deveríamos fazer mesmo. Nós convidamos o governador José Serra... (Ele) não veio porque não gosta dos trabalhadores", disse. Paulinho, cuja central está divida em relação a Dilma e a Serra, que participa de evento evangélico em Camboriú (SC).

(Edição de Alexandre Caverni)