domingo, 25 de abril de 2010

Professores resistem à entrada de Chalita em chapa petista

A possibilidade de o ex-secretário de Educação do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) compor a chapa de candidatos ao Senado, encabeçada pelo PT, irrita parte da militância petista, principalmente a dos professores ligados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Em 2008, Chalita foi eleito o vereador mais votado do Estado, com mais de 102 mil votos, pelo PSDB. Ano passado, se desligou do partido para entrar no PSB.

A negociação passa pela aliança entre PT e PSB no Estado de São Paulo. Por enquanto, o partido de Chalita mantém a candidatura de Paulo Skaf ao governo paulista. Caso desista e se junte à candidatura de Aloizio Mercadante (PT), o partido terá a possibilidade de indicar o segundo nome da coligação para o Senado. A mesma vaga é disputada pelo PCdoB, que pretende lançar o nome do também vereador Netinho de Paula.

O assunto foi discutido durante o 17º encontro do PT-SP, que ocorreu neste sábado na quadra do Sindicato dos Bancários, região central de São Paulo. Na tribuna, uma das delegadas do partido começou a discussão.

"Não discutimos a questão da aliança, mas quem é quem. As alianças da política nacional não se aplicam igualmente a todos os Estados. Não dá para falar que quanto mais gente melhor, que assim fica mais fácil vencer. Que professor da Apeoesp vai querer isso? A política dele é a do PSDB, que tanto criticamos esses anos todos", disse, recebendo aplausos de boa parte da platéia.

Coordenador da campanha petista em São Paulo, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, minimizou o "veto". "Não temos compromisso com a política de educação deles (PSDB). Estamos em negociações com o PSB e caso elas venham a se concretizar, vamos trabalhar em um programa de governo conjunto", disse.

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