Era pra ser um evento de aclamação à escolha de Humberto Costa (PT) para integrar a chapa governista ao Senado e aprovação das estratégias eleitorais para a próxima eleição. Esperava-se um simples documento confirmando o empenho à eleição de Dilma Rousseff e reeleição ao governador Eduardo Campos (PSB), mas não foi bem assim. Este final de semana, no encontro estadual do PT, 250 delegados votaram um documento que colocou em dúvida a atuação do governo socialista sobre os servidores da Educação.
No relatório votado pelos delegados, uma moção integrada ao texto gerou mais uma polêmica entre os petistas de Pernambuco. O texto dizia condenar "veementemente o brutal ataque" do governo Eduardo Campos contra os "trabalhadores da educação, que desmonta o Plano de Cargos e Carreiras da categoria e provoca a redução nominal dos salários". A pasta de Educação era gerida Danilo Cabral, aliado estreito do governador e pré-candidato à Câmara Federal.
Para evitar o "fogo amigo", a cúpula do PT estadual e líderes das tendências da sigla fizeram uma reunião de portas fechadas para retirar a moção do texto final do relatório. Depois da conversa, a solução foi votar um recurso para retirada das críticas ao Governo. Com isso, o clima inflamou e muitos delegados puseram em dúvida a atitude dos dirigentes. Mesmo assim, o recurso foi aprovado e a moção removida do texto final.
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