quarta-feira, 28 de abril de 2010

Contra Roriz, PT quer se unir com PMDB no DF

Envolto pela maré de corrupção deflagrada pelo mensalão do DEM, o PMDB de Brasília ainda é uma noiva bastante cobiçada para as eleições de outubro.

Pelo menos é o que pensa os principais caciques do PT no Distrito Federal, entre eles o pré-candidato ao governo local, o ex-ministro Agnelo Queiroz. Apesar do aceno de Agnelo, a definição dentro do PT dessa aliança deve sair apenas no próximo dia 16 de maio.

Em reunião do diretório do DF na noite de hoje, Agnelo defendeu a composição de uma chapa com o chamuscado PMDB como forma de derrotar a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

O ex-governador também é um dos supostos envolvidos no esquema de corrupção revelado pela operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.

“É ganhar ou ganhar, essa é a nossa responsabilidade. Vamos com tudo para ganhar no primeiro turno, mas para isso precisamos de aliança ampla. A base é a aliança nacional”, ressaltou Agnelo.

A aliança com o PMDB é vista como estratégia pelo pré-candidato principalmente em razão do tempo de TV que o partido pode agregar no embate contra Roriz.

“Estamos esvaziando o adversário e ganhando tempo de TV. Ao construir essa aliança podemos estar decidindo essa eleição”, acrescentou.

O apelo de Agnelo foi reforçado pelo vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Cabo Patrício.

“Não podemos abrir mão do tempo de TV. Não tenho medo de assumir aliança com o PMDB”, assegurou.

Mais contido, o líder do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu, pediu um prazo maior para que seja definida a aliança com o PMDB.

“Temos que aguardar um pouco. O PMDB tem que assumir o compromisso de limpar a banda podre envolvida no esquema”, ressaltou.

Na reunião, os correligionários também discutiram a indicação dos nomes que vão disputar uma vaga para o Senado na chapa de Agnelo.

Derrotado na disputa interna que escolheu o nome do pré-candidato ao governo, o deputado federal Geraldo Magela partiu para o ataque contra a indicação do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB).

“Qualquer nome do PT amplia mais do que o nome do companheiro Rodrigo Rollemberg. Quero eleger o companheiro Agnelo, a companheira Dilma [Rousseff], mas não quero ser excluído do processo”, disse.

Além de Rollemberg, atualmente, o outro nome cotado para compor chapa com o PT no DF é do senador Cristovam Buarque (PDT), que tenta reeleição.

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