Envolto pela maré de corrupção deflagrada pelo mensalão do DEM, o PMDB de Brasília ainda é uma noiva bastante cobiçada para as eleições de outubro.
Pelo menos é o que pensa os principais caciques do PT no Distrito Federal, entre eles o pré-candidato ao governo local, o ex-ministro Agnelo Queiroz. Apesar do aceno de Agnelo, a definição dentro do PT dessa aliança deve sair apenas no próximo dia 16 de maio.
Em reunião do diretório do DF na noite de hoje, Agnelo defendeu a composição de uma chapa com o chamuscado PMDB como forma de derrotar a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
O ex-governador também é um dos supostos envolvidos no esquema de corrupção revelado pela operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.
“É ganhar ou ganhar, essa é a nossa responsabilidade. Vamos com tudo para ganhar no primeiro turno, mas para isso precisamos de aliança ampla. A base é a aliança nacional”, ressaltou Agnelo.
A aliança com o PMDB é vista como estratégia pelo pré-candidato principalmente em razão do tempo de TV que o partido pode agregar no embate contra Roriz.
“Estamos esvaziando o adversário e ganhando tempo de TV. Ao construir essa aliança podemos estar decidindo essa eleição”, acrescentou.
O apelo de Agnelo foi reforçado pelo vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Cabo Patrício.
“Não podemos abrir mão do tempo de TV. Não tenho medo de assumir aliança com o PMDB”, assegurou.
Mais contido, o líder do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu, pediu um prazo maior para que seja definida a aliança com o PMDB.
“Temos que aguardar um pouco. O PMDB tem que assumir o compromisso de limpar a banda podre envolvida no esquema”, ressaltou.
Na reunião, os correligionários também discutiram a indicação dos nomes que vão disputar uma vaga para o Senado na chapa de Agnelo.
Derrotado na disputa interna que escolheu o nome do pré-candidato ao governo, o deputado federal Geraldo Magela partiu para o ataque contra a indicação do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB).
“Qualquer nome do PT amplia mais do que o nome do companheiro Rodrigo Rollemberg. Quero eleger o companheiro Agnelo, a companheira Dilma [Rousseff], mas não quero ser excluído do processo”, disse.
Além de Rollemberg, atualmente, o outro nome cotado para compor chapa com o PT no DF é do senador Cristovam Buarque (PDT), que tenta reeleição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário