Nesta quinta-feira (29), os pré-candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), visitam a 17ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Em horários alternados, os adversários levam suas comitivas ao evento que, na última edição, recebeu 140 mil pessoas.
É a terceira maior feira de tecnologia agrícola do mundo. Para se projetarem na área, que responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, os candidatos circularão pelo evento e darão entrevistas no local. Produtores rurais, empresários do agronegócio, entidades, pesquisadores e políticos são o público mais frequente da feira. Dilma visitará o stand do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A ex-ministra chegou às 11h e acompanhada por petistas paulistas, deputado Antonio Palocci, ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, senador Aloizio Mercadante - pré-candidato ao governo -, e pelo presidente da legenda no Estado, Edinho Silva. José Serra chega no evento por volta das 15h acompanhado de Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano ao governo.
O setor do agronegócio é atraente aos pré-candidatos. Tanto é que Kátia Abreu (DEM-TO) já foi cotada para ser vice na chapa do tucano. A senadora é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade que reúne 27 federações estaduais, 2.142 sindicatos rurais e mais de 1 milhão de produtores sindicalizados. Em nova investida agrícola, Serra vai a Minas Gerais - pela terceira vez neste mês - e participa da Feira Agropecuária ExpoZebu em Uberaba.
Em mais de uma ocasião, o pré-candidato tucano defendeu reforma agrária. "Eu quero uma reforma agrária para valer", disse em entrevista ao apresentador Luiz Datena, da Band, na última segunda-feira (26). Serra defendeu também que os pedidos de reintegração de posse emitidos pela Justiça, em caso de ocupações realizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), devem ser respeitados. "O movimento usa a reforma agrária como um pretexto para uma reforma política", condenou e reforçou que a reforma agrária é necessária para o desenvolvimento do País.
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