quinta-feira, 22 de abril de 2010

Levar Aloizio ao 2º turno é apontado como desafio para o PT-SP

Edinho Silva, presidente do PT paulista, aposta em Mercadante no 2º turno Foto: Futura Press

Edinho Silva, presidente do PT em São Paulo, trabalha para levar Mercadante ao segundo turno
Foto: Futura Press

VAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo

O presidente estadual do PT-SP, Edinho Silva, afirma que o principal desafio do partido no Estado é levar o senador Aloizio Mercadante ao segundo turno da eleição paulista e mostrar que a candidatura está em linha com a proposta de Dilma Rousseff para a campanha nacional e com o governo Lula. Para m eventual segundo turno, o partido aposta no "desgaste" dos 16 anos de governo do PSDB no Estado e na união do partido para a disputa. "A candidatura do Mercadante veio e está credenciada a governar São Paulo". Leia os principais trechos da entrevista:

Terra - Qual é o principal desafio do partido nestas eleições estaduais?
Edinho Silva - Eu penso que o nosso maior desafio, é por isso que nós estamos trabalhando tanto, é criar as condições para que o Aloizio vá para o segundo turno. Porque se ele for para o segundo turno para um debate com o Alckmin, com o desgaste que o PSDB enfrenta no Estado de São Paulo, já existe opinião junto à sociedade paulista. Eu estou muito confiante. Com a apresentação de um projeto alternativo em um debate de segundo turno, nós vamos ganhar as eleições em São Paulo.

Terra - Isso vai ficar claro já no lançamento da pré-candidatura?
Edinho Silva - O lançamento será bem simples. É um evento com delegados, mais alguns convidados, umas 1,5 mil pessoas. Nós vamos basicamente aprovar as diretrizes do plano de governo, a tática eleitoral, a resolução para que o encontro nos dê anuência para que nós possamos formar as chapas proporcionais e a majoritária e o lançamento. Nós vamos preparar um evento maior na convenção. Aí é o lançamento da candidatura. Agora é um evento muito mais com os delegados. Teremos também a presença da Dilma Rousseff (pré-candidata do partido à presidência da República) e estamos negociando espaço na agenda do presidente Lula para que ele também participe.

Terra - Como transformar esse otimismo em votos? O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin pode ser considerado favorito?
Edinho Silva - Nós temos de construir as condições objetivas para levar o Aloizio para o segundo turno. Nós estamos com o PT unificado, construindo um arco de alianças forte e temos um programa de governo real, extremamente sintonizado com aquilo que é possível fazer com o orçamento do Estado de São Paulo hoje. Nós temos é que mostrar ao povo paulista, que a candidatura do Mercadante é uma candidatura que veio para disputar. Uma candidatura que veio para polarizar projetos no Estado de São Paulo. Uma candidatura que veio para efetivamente defender aquilo que o governo Lula e a candidatura da Dilma está fazendo nacionalmente, a candidatura do Mercadante tem todas as condições de fazer no Estado de São Paulo. Portanto, uma candidatura que se credencie para governar São Paulo. Nós temos de construir essa imagem. A candidatura do Mercadante veio e está credenciada a governar São Paulo.

Terra - o senhor acredita em uma campanha que priorizes as propostas ou será uma campanha mais ofensiva?
Edinho Silva - Eu tenho defendido que nós não vamos entrar em nenhuma das provocações. Nenhuma delas. O episódio do dossiê que a oposição fica chamando o PT para esse embate... Primeiro o dossiê foi investigado, o senador Aloizio Mercadante completamente inocentado. Ponto. Esse assunto para nós está encerrado. O que nós queremos? Queremos debater a educação, a saúde, a segurança pública, um projeto de desenvolvimento para o Estado de são Paulo. Nós queremos debater a questão da juventude no Estado, um modelo de desenvolvimento sustentável. É isso que nós queremos debater. Portanto é uma candidatura que não vai entrar em provocações e vai se credenciar junto ao eleitorado paulista, que está preparada e capacitada para governar São Paulo. Essa é a construção do momento. Será uma campanha que não entra em picuinha, em baixaria, que em São Paulo representa a Dilma e o governo Lula. No segundo turno, uma candidatura que aprofunde os projetos, aprofunde os programas e mostre que estamos efetivamente preparados para governar São Paulo.

Terra - E a questão do vice de Mercadante? Preocupa chegar neste momento ainda sem definir a chapa? Como está a negociação com o PSB?
Edinho Silva - O que nós temos em relação ao PSB, primeiro é respeitado o PSB com a candidatura que... é uma opção que o PSB fez, de construção da candidatura (de Paulo Skaf) própria. Ponto. Nós vamos respeitar. tá definindo? Eu não sei se é definitivo. Mas enquanto essa for a posição do PSB, nós vamos respeitar. Se não der no primeiro turno, nós vamos dialogar com o Skaf para o segundo turno. Portanto a nossa posição é de respeito ao PSB pela opção que ele fez. Nós não vamos até o início de maio não vamos fechar a nossa vaga nem de vice, nem de segunda vaga ao senado. Porque quando nós fecharmos a chapa, nós vamos restringir a política de aliança. Portanto nós não vamos fechar, porque nós vamos ampliar nossa política de aliança e atrair outros partidos....

Um comentário:

  1. Duvido que Mercadante consiga se eleger. Eu não votaria nele porque ele tem cara de arrogante, e esteve envolvido com os aloprados do PT em 2006.

    ResponderExcluir