O PSDB vai pedir, entre terça e quarta-feira, a abertura de um inquérito na Polícia Federal e entrará com representação no Ministério Público Eleitoral para investigar a suposta participação de arapongas ligados a serviços secretos oficiais na articulação para montar uma central de dossiês na campanha da ex-ministra Dilma Rousseff à presidência da República. Segundo o líder da oposição na Câmara, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), "há fortes indícios de crime eleitoral".
O partido também entrará com representação no Ministério Público Federal e pretende ainda pedir a convocação do sargento Idalberto Matias de Araújo e do aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza para deporem na Comissão de Fiscalização de Atividades de Inteligência, a fim de "confirmarem os fatos, nomes e pagamentos".
Ainda de acordo com Fruet, não é a primeira vez que os mesmos nomes se repetem em investigações fora dos poderes do Estado. Ele citou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o deputado André Luiz (sem partido - RJ), falou da CPI dos Correios e retomou a CPI das Escutas.
Em uma reportagem publicada neste sábado (5), o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, que foi do serviço secreto da Aeronáutica e participou das investigações que deram origem à Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas em 2008, é um dos arapongas envolvidos no caso.
Araújo teria sido procurado em abril por emissários da campanha e aceitado o serviço, com a condição de ter uma equipe para ajudá-lo.
Segundo a publicação, o sargento entrou em contato com o jornalista e consultor Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação, contratada para fazer assessoria para a campanha, a fim de ajudar na montagem de supostos dossiês. Ao jornal, o coordenador da campanha, Fernando Pimentel, negou que que o araponga tenha sido contratado para fazer dossiês. Araújo não quis comentar o assunto. Lanzetta admitiu contato com Araújo, mas se negou a dar declarações.
A assessoria da campanha de Dilma informou que não há ninguém autorizado a negociar dossiês para a campanha.
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