Durante o evento promovido pela Força Sindical e pela CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) neste sábado, o deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, rebateu as críticas feitas pela oposição de que a festa foi realizada com o uso de patrocínio público. Segundo Paulinho, empresas privadas são responsáveis pela maioria do dinheiro utilizado para a realização do evento.
"A Força e a CGTB sempre fizeram eventos com patrocínio não só de empresas públicas, mas também de privadas. O evento é patrocinado pelos sindicatos, com cerca de R$ 500 mil. É um evento que tem shows, músicas, sorteios e é o 13º ano que fazemos. Sempre com esse mesmo modelo e com esses patrocinadores. Das empresas estatais, recebemos entre R$ 700 mil e R$ 800 mil. O evento custou cerca de R$ 2,5 milhões. O restante veio da iniciativa privada. Achamos até que é pouco. Elas deviam patrocinar mais", disse o deputado.
Apesar de não esconder seu apoio para a pré-candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, Paulinho negou o uso do evento como palanque para a campanha da petista, alegando que o pré-candidato José Serra, do PSDB, também foi convidado para os festejos comemorativos ao feriado de 1º de maio.
"Nós sindicalistas, vamos defender a Dilma. Se o Serra achar ruim, é problema dele. Nós convidamos o Serra para vir aqui. Temos os convites para mostrar para vocês. Protocolo de convite para ele. Convidamos o Geraldo Alckmin e convidamos o prefeito Kassab, que esteve aqui de manhã", afirmou.
Para o deputado pedetista, Serra não compareceu ao evento por medo de encarar os trabalhadores e dar-lhes explicações sobre suas possíveis ações no Governo, caso seja eleito.
"Aqui sempre foi muito democrático. Eu, como cidadão, vou defender a ministra Dilma. Se o Serra não tem relação com o movimento sindical, problema dele. Ele não veio aqui para dar exatamente argumento para vocês. Mas nós achamos que ele não veio porque tem medo dos trabalhadores e porque o programa de governo dele quer tirar direitos dos trabalhadores. Ele deveria vir aqui para explicar", disse Paulinho, analisando que a aceitação de Dilma Rousseff por parte do público presente à Praça Campos de Bagatelle, local do evento, foi melhor do que ele esperava.
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